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Maria Rosa Brasil Tiguá e demais indígenas da etnia Xetá durante visita ao Museu Paranaense, em maio de 2019. Foto: Kraw Penas/SECC

Museu Paranaense reflete sobre curadorias compartilhadas entre indígenas e instituições

A proposta integra o plano do Museu Paranaense de repensar a exposição de longa duração Indígenas do Paraná, por meio de uma curadoria compartilhada com indígenas...

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Por Paulo Eduardo

Maria Rosa Brasil Tiguá e demais indígenas da etnia Xetá durante visita ao Museu Paranaense, em maio de 2019. Foto: Kraw Penas/SECC

O Museu Paranaense promoverá uma série de encontros online com pesquisadores, profissionais de museus e indígenas no ciclo “Curadoria Compartilhada em Foco: Museus Experientes”. Os convidados vão dividir com o público suas vivências, impressões e reflexões a partir de curadorias compartilhadas em diferentes instituições brasileiras, como o Museu de Arte do Rio (MAR-RJ), Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR) e Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MArquE UFSC).

A proposta integra o plano do Museu Paranaense de repensar a exposição de longa duração Indígenas do Paraná, por meio de uma curadoria compartilhada com indígenas das etnias Guarani, Kaingang e Xetá, trazendo ao público temáticas definidas pelos membros das comunidades a partir do acervo etnográfico do próprio museu.

“Além de colocar os indígenas no papel central quanto à escolha do que querem que seja informado ao visitante sobre suas concepções do mundo e modos de vida, essa ação reforça o conceito do museu enquanto lugar de escuta e de diálogo intercultural”, afirma a diretora do Museu Paranaense, Gabriela Bettega.

Os encontros do Ciclo “Curadoria Compartilhada em Foco” ocorrerão uma vez ao mês, transmitidos online e gratuitamente, sem necessidade de inscrição prévia. Os participantes poderão solicitar uma declaração de participação após o evento.

As transmissões acontecerão pelo canal do YouTube do Museu Paranaense e contarão com intérpretes de libras.

CONVIDADOS E TEMAS – A primeira conversa acontece no dia 25 de maio (terça-feira), às 17h, com a antropóloga Laura Pérez Gil, diretora do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR, e a cacique Mbyá-Guarani Juliana Kerexu, sobre a exposição Nhande Mbyá reko – Nosso jeito de ser Mbyá-Guarani.

A mostra foi resultado da colaboração do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR e cinco comunidades da região litorânea do Paraná: Pindoty (Terra Indígena Ilha da Cotinga/Paranaguá), Kuaray Guata Porã (TI Cerco Grande-Guaraqueçaba), Guaviraty e Karaguata Poty (TI Sambaqui/Pontal do Paraná) e Kuaray Haxa (Morretes).

Já o segundo encontro, marcado para o dia 7 de junho, às 20h, discutirá a exposição Dja Guata Porã, realizada no Museu de Arte do Rio, entre 2017 e 2018. Participarão do encontro o curador-chefe do Museu de Arte, Marcelo Campos, e as curadoras da mostra e pesquisadoras Clarissa Diniz e Sandra Benites. Essa foi uma mostra sobre a perspectiva indígena da história do estado do Rio de Janeiro.

Concebida de modo participativo, a partir da colaboração de povos, aldeias e indígenas que residem no estado ou na Capital, a exposição é fruto de um processo de diálogo e foi construída como uma plataforma de colaboração entre práticas museológicas e indígena.

O terceiro e último encontro será com o diretor e a antropóloga do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina, Lucas Bueno e Dorothea Darella, que dividem as experiências de curadoria compartilhada com os povos Guarani, Kaingang, Xokleng e Tikuna, em diferentes mostras realizadas no Museu. O evento ocorrerá no dia 6 de julho.

Fonte: Agência Estadual de Notícias.

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