Farra em Batalhão da PM: diárias suspeitas, sexo e direção perigosa
O problema é que boa parte dessas diárias são suspeitas e algumas com prazo superior ao necessário. Durante esse período, ele também chegou a assumir o...
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Por Redação CGN
O tenente-coronel Gustavo Alfonso Rocha, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Toledo, recebeu R$ 4.289,00 em diárias desde que assumiu o comando da corporação em 7 de dezembro do ano passado. O valor não é expressivo, representa uma média de R$ 536 mensais ou R$ 238,2 por viagem. Ele realizou 18 viagens a trabalho desde que assumiu o batalhão.
O problema é que boa parte dessas diárias são suspeitas e algumas com prazo superior ao necessário. Durante esse período, ele também chegou a assumir o 5º Comando Regional e, em uma suposta viagem até Matinhos, de 17 a 19 de abril, recebeu diária de R$ 360. Ele teria viajado para participar de uma solenidade que homenageou o major Arsênio, porém, não aparece nas fotos do evento.
Em outra viagem, de a 15 a 12 de junho, Rocha recebeu diárias de R$ 529 para participar do Encontro Técnico de Instrutores de Tiro, realizado em Curitiba. Não haveria nada de suspeito nas diárias, não fosse um detalhe: o oficial possuiria, segundo denúncia recebida pela CGN, residência na Capital paranaense.
Há também registros de duas diárias até a cidade de Guaíra, mas que o comandante teria ido pela manhã e retornado para almoçar no batalhão de Toledo no mesmo dia.
CNH cassada e acidente
O tenente-coronel está com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) cassada (pendente de regularização0, porém continua dirigindo normalmente, inclusive viaturas do batalhão. No dia 2 de fevereiro ele teria se envolvido em um acidente de trânsito na BR-277, mas teria saído do local antes da chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O conserto da viatura avariada no acidente teria sido feito por policiais militares do próprio batalhão.
Outra denúncia que paira contra o comandante é de que ele se apossou de um fuzil para seu uso pessoal, arma que pertence à corporação e que deveria estar com policiais que atuam em operações na região de fronteira. Uma pistola Slim, do Serviço Reservado da PM, também estaria com o oficial.
Madrugada com mulheres
No dia 14 de julho, Rocha teria levado para a sala do comando três mulheres durante a madrugada. Imagens de segurança do próprio batalhão mostram o comandante chegando ao local com uma mulher em seu carro. Em outro veículo que estaciona logo atrás estão outras duas. Exatamente as 3h55m42s a porta é fechada e o grupo só sai do local as 5h54m25.
O acesso ao batalhão é fechado e o portão só é aberto quando a pessoa se identifica ou faz parte da corporação. Atrás da sala do comando há um quarto que é utilizado pelo comandante. Mesmo com um salário bruto de R$ 27,5 mil, o oficial prefere morar no batalhão a alugar uma casa.
O Artigo 235 do Código Militar prevê pena de detenção de seis meses a um ano para quem “praticar, ou permitir o militar que com ele se pratique ato libidinoso, homossexual ou não, em lugar sujeito a administração militar”.
O tenente-coronel Dorian Nunes Cavalheiro, comandante do 5º Comando Regional, disse que não conhecia as denúncias, mas afirmou que ainda hoje irá entrar em contato com o comando-geral da Polícia Militar para tomar as devidas providências. Segundo ele é um processo aberto para apurar o caso e, como de praxe, o oficial deve ser afastado durante as investigações internas.
Outro lado
A reportagem tentou contato com o tenente-coronel Gustavo Alfonso Rocha, mas a informação é de que ele estaria em Campo Mourão. A CGN conversou com o Major Jorge, que estava respondendo pelo Batalhão de Toledo com a ausência de Alfonso Rocha. Ele disse que repassaria o telefone de contato da redação, para que o Tenente-Coronel pudesse se manifestar. O oficial, porém, não utilizou do espaço aberto para posicionamento até a publicação desta matéria.
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