
Idoso morre após ter perna amputada com ‘serrinha’; médico foi indiciado por homicídio
Uma investigação foi realizada para apurar as causas do óbito e o médico de 69 anos que na época era coordenador médico do hospital, foi indiciado...
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Por Deyvid Alan

Um idoso de 84 anos morreu três dias depois de realizar uma cirurgia de amputação da perna, em um hospital na cidade de Rio Vermelho, Minas Gerais. O procedimento teria sido feito em maio de 2015 e sem as devidas cautelas médicas, pois o bloco cirúrgico que o procedimento foi feito estava interditado pela Vigilância Sanitária Estadual.
Uma investigação foi realizada para apurar as causas do óbito e o médico de 69 anos que na época era coordenador médico do hospital, foi indiciado por homicídio doloso. A Polícia Civil concluiu o inquérito nesta quinta-feira (13).
De acordo com as investigações, ficou devidamente comprovado que o médico investigado assumiu o risco de morte do paciente. As investigações apontaram que ele realizou uma cirurgia que não era urgente e não respeitou as restrições sanitárias impostas.
Causa da morte
Para a Polícia Civil, o médico não observou as determinações estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina, não havendo a presença de um médico anestesista e outro médico que acompanhasse o paciente, que permaneceu sem monitoramento antes e depois da cirurgia.
O delegado responsável pelo caso ressaltou ainda que o procedimento foi realizado de modo arcaico, com o uso de uma cegueta (serrinha), e com o auxílio apenas de um estagiário e um técnico de enfermagem. O laudo da perícia constatou o nexo causal entre o procedimento cirúrgico e a morte do paciente.
Além disso, a Polícia Civil apurou que o médico teria cobrado, indevidamente, o valor de R$ 800 pela realização da cirurgia.
Conclusão do inquérito
O inquérito foi concluído e o médico foi indiciado pelo crime de homicídio doloso majorado, por ter sido praticado em desfavor de pessoa maior de 60 anos. Ele também foi denunciado por crime contra a Administração Pública, pelo ato da cobrança do valor indevido para a realização da cirurgia.
O inquérito segue para a Justiça, para andamento dos procedimentos legais. No momento, o suspeito responde em liberdade, podendo ser preso por ordem do Poder Judiciário.
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