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Inflação das carnes é destaque na aceleração do IGP-10 de dezembro

Dentro do IPA-10, que mede os preços no atacado, um dos destaques de alta foi o subgrupo “alimentos processados”, cuja taxa passou de 1,17% em novembro...

Publicado em

Por Agência Estado

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Como já era esperado, a inflação das carnes foi o destaque na aceleração do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) no último mês do ano. O IGP-10 subiu 1,69% em dezembro, após ter aumentado 0,19% em novembro, fechando 2019 com avanço de 6,39%, informou mais cedo a Fundação Getulio Vargas (FGV). A alta nos preços das carnes pesou tanto no atacado quanto no varejo.

Dentro do IPA-10, que mede os preços no atacado, um dos destaques de alta foi o subgrupo “alimentos processados”, cuja taxa passou de 1,17% em novembro para 5,89% em dezembro. Diante dos efeitos globais da peste suína africana que atinge os rebanhos da China, também chamaram a atenção as acelerações da variação de itens como “bovinos” (de 4,19% para 21,31%) e “carne bovina” (de 5,26% para 18,30%).

A aceleração da variação de preços no atacado só não foi pior porque houve alívio nos combustíveis. O subgrupo “combustíveis e lubrificantes para a produção” passou de 2,40% em novembro para -0,69% em dezembro.

Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 também foram marcados pela inflação das carnes. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação, cuja taxa passou de -0,07% em novembro para 1,47% em dezembro.

O item “carnes bovinas” disparou, com alta de 13,40% em dezembro, após subir 2,10% em novembro. Só a variação da “alcatra” passou de uma alta de 4,30% para um salto de 16,65% em dezembro.

O peso da inflação de alimentos no orçamento das famílias só não foi maior porque houve alívio em outros itens. Ajudaram a puxar o IPC-10 para baixo a “batata-inglesa” (de -7,00% em novembro para -8,20% em dezembro), a “cebola” (cuja taxa acelerou de -23,64% em novembro para -12,12% em dezembro), a “manga” (de -7,85% para -9,94%) e as “massas preparadas e congeladas” (de -0,31% para -1,81%).

As outras classes de despesa das famílias que registraram pressões de alta nos preços foram “Despesas Diversas” (de 0,34% para 4,62%), “Educação, Leitura e Recreação” (de -0,15% para 1,09%), “Transportes” (de 0,14% para 0,56%), “Habitação” (de -0,14% para 0,03%) e “Comunicação” (de -0,09% para 0,28%). Na contramão, desaceleraram as variações de preços das classes “Vestuário” (de 0,43% para 0,05%) e “Saúde e Cuidados Pessoais” (de 0,31% para 0,25%).

No INCC-10, que mede os preços da construção civil, a desaceleração (de 0,20% em novembro para 0,06% em dezembro) foi puxada pelos componentes “Materiais e Equipamentos” (de 0,50% para -0,02%) e “Serviços” (de 0,23% para 0,09%). O custo da mão de obra acelerou para uma alta de 0,11% em dezembro, ante variação nula em novembro.

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