CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Pacheco devolve projeto de igualdade salarial à Câmara após questionamento

A proposta estava pronta para ser enviada à sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro, mas vai dar um passo para trás na tramitação. Um questionamento...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), devolveu o projeto que garante igualdade salarial entre homens e mulheres para a Câmara dos Deputados, mesmo após aprovação das duas casas legislativas, conforme o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) antecipou.

A proposta estava pronta para ser enviada à sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro, mas vai dar um passo para trás na tramitação. Um questionamento regimental sobre mudanças feitas no texto pelo Senado, sem o aval da Câmara, levou à decisão de devolver o projeto para análise dos deputados.

Na semana passada, criticando a proposta, Bolsonaro sugeriu que arranjar emprego pode se tornar “quase impossível” para as mulheres caso a medida fosse sancionada. A declaração foi criticada pela bancada feminina do Senado. Pacheco afirmou que a alteração provocou uma divisão até entre técnicos do Congresso e que, para evitar questionamentos à nova lei, devolveria a proposta para a Câmara.

Na Câmara, a bancada feminina deve designar uma relatora nos próximos dias. As deputadas devem adicionar um dispositivo no texto para barrar a possibilidade de processos retroativos à data da sanção da lei, umas das preocupações levadas ao Palácio do Planalto por empresários. A falta de uma garantia de que as empresas não enfrentariam processos de empregadas antigas era um dos motivos que poderia levar o projeto a ser vetado por Bolsonaro, segundo fontes.

Um novo episódio, nesta terça-feira, 27, provocou atrito entre o governo e as senadoras. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente da República, criticou a bancada por não haver mulheres da CPI da Covid, que investigará o governo federal. “Em primeiro lugar, acho que as mulheres já foram mais respeitadas e mais indignadas. Estão fora da CPI, não fazem questão de estar nela e se conformam em acompanhar o trabalho a distancia”, afirmou Flávio.

A líder da bancada feminina, Simone Tebet (MDB-MS), classificou a fala como “infeliz” e “ironia desrespeitosa” e lembrou que as senadoras, mesmo sem integrar a comissão, estão acompanhando a CPI e vão participar da investigação. “Jamais houve qualquer tipo de conformismo da bancada feminina com o que estamos vivendo. Nunca demos mãos para o conformismo e para o negacionismo”, disse Tebet, durante sessão do plenário do Senado.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN