Dólar passa a subir e vai a R$ 5,46 com juro nos EUA e cautela com Brasília

No fechamento, o dólar à vista terminou o dia cotado em R$ 5,4612, em alta de 0,23%. No mercado futuro, o dólar para maio era negociado...

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Por Agência Estado

O dólar teve um dia de volatilidade, mas com oscilações em níveis mais contidos do que em sessões anteriores. A expectativa pela agenda carregada da quarta-feira, que inclui reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e depoimento do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no Congresso daquele país, limitou os movimentos. O fluxo externo para o Brasil ajudou a moeda a cair a R$ 5,41, em dia de definição dos preços das ações na abertura de capital (IPO) da Caixa Seguridade, mas novos ruídos em Brasília, com a CPI da covid no Senado com Renan Calheiros (MDB-AL) na relatoria, e com baixas importantes na equipe econômica reforçaram a cautela nas mesas de operação, também alimentada pela nova alta dos juros longos americanos, que nesta terça-feira voltaram a superar o nível de 1,60%.

No fechamento, o dólar à vista terminou o dia cotado em R$ 5,4612, em alta de 0,23%. No mercado futuro, o dólar para maio era negociado com valorização de 0,37%, a R$ 5,4580 às 17h35.

Relatos de entrada de fluxo externo para o Brasil prosseguiram nesta terça, dia em que a Caixa Seguridade definiu o preço de suas ações, com demanda forte, movimentando R$ 5 bilhões ao todo. Mas os ruídos envolvendo baixas na equipe de ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçaram o tom de cautela nas mesas, com a visão de isolamento do ministro e perda de importância da pasta no governo. Inicialmente, a notícia foi da saída do secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, que já era esperada, mas outros nomes apareceram ao longo do dia, incluindo a secretária-adjunta de Comércio Exterior, Yana Dumaresq. Em entrevista ao Broadcast, o ex-ministro Mailson da Nóbrega, vê as saídas “como sinal claro” de desgate de Paulo Guedes.

Para uma economista de uma gestora independente, o real não vem conseguindo refletir a melhora em outros fundamentos, como as contas externas, justamente por conta dos ruídos políticos nas alturas, além do risco fiscal que estará sempre presente enquanto a pandemia não for controlada. Por isso, em um dia como esta terça, a moeda brasileira até ensaiou ganhar força, mas foi atropelada pelos eventos locais.

A quarta-feira é o dia mais aguardado desta semana. Para o Federal Reserve, não são esperadas mudanças, mas a expectativa é pelas declarações do presidente Jerome Powell. Menções claras a elevação de juros e mudanças nas compras de ativos podem valorizar o dólar e as taxas de retorno dos juros longos americanos, comenta o estrategista-chefe do TD Bank, Jim O’Sullivan. Mas ele pondera que não acredita que isso vá ocorrer e o Fed deve sinalizar continuidade dos estímulos.

Para O’Sullivan, o mais provável é que o Fed vai mostrar maior otimismo com a economia americana, que de fato melhorou desde a última reunião, mas Powell vai sinalizar que é preciso mais progresso até que se comece a falar em retirar estímulos extraordinários, pois a economia ainda está “a um longo caminho” dos objetivos do BC americano.

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