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Imagem referente a Sem vacina professores da Rede Municipal temem a volta às aulas presenciais

Sem vacina professores da Rede Municipal temem a volta às aulas presenciais

De acordo com a presidente do sindicato, Josiane Maria Vendrame, o objetivo era conversar com os professores e professores de Educação Infantil destas unidades escolares, para...

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Por Deyvid Alan

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A diretoria do Siprovel (Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel) esteve nesta terça-feira (13) nos Cmeis e escola da Rede Pública Municipal de Ensino que irão participar do projeto piloto “Território Eficiência” do município, que tem como um dos objetivos viabilizar o retorno às aulas presenciais em modelo híbrido. As unidades escolares ficam localizadas no Conjunto Riviera, região com um dos maiores coeficientes de contágio e mortalidade em decorrência da Covid-19.

De acordo com a presidente do sindicato, Josiane Maria Vendrame, o objetivo era conversar com os professores e professores de Educação Infantil destas unidades escolares, para compreender sua percepção sobre a medida, bem como orientá-los sobre medidas necessárias diante dela. “Na primeira reunião que as diretoras das unidades escolares tiveram com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) a informação era de que os profissionais da Educação seriam vacinados e, a partir disto, estariam voltando a atender as crianças de forma híbrida. Mas eles não estão sendo vacinados.

O que está sendo realizado é a testagem para a COVID-19. Não conseguimos compreender muito bem qual o objetivo do projeto”, destacou Josiane. Ela pontuou que os trabalhadores das unidades escolares não tiveram acesso ao projeto científico atrelado à medida, anunciado pelo município como balizador da ação. “Se é um projeto científico, ele deveria ter sido apresentado minimamente para eles”, avalia. Durante a visita aos Cmeis e à escola a diretoria do sindicato identificou medo e insegurança da categoria para o retorno às aulas sem a vacina e, consequentemente, sem segurança sanitária.

“Os professores estão apreensivos. Estão com medo deste retorno porque vão estar se colocando em risco. A princípio acharam que seriam vacinados, mas a vacina não vai sair agora”, contou, ressaltando a insegurança sanitária a que estes profissionais, alunos e familiares serão submetidos. O que reforça esta insegurança, segundo Josiane, é o fato de os profissionais não terem recebido nem mesmo os EPIs adequados, sendo que o município insiste em fornecer máscaras de tecido ao invés das N95, e os protetores faciais são insuficientes, sendo que estes serão de uso coletivo.

“Pedimos com relação aos EPIs e é o que foi fornecido lá em fevereiro e agora enviaram mais algumas máscaras, mas são máscaras de pano. O protetor facial não tem para todos e é de uso coletivo, o que nós também não entendemos, visto que o EPI é um equipamento de proteção individual. Então, como é que um vai usar hoje aí higieniza e outro vai usar no outro dia?”, questionou.

Entre a tarde desta quarta-feira (14) e a manhã de quinta-feira (15) a diretoria do sindicato deverá ser recebida pela secretária municipal de Educação, Márcia Baldini, para reunião que deverá tratar sobre esta pauta e outros assuntos. Vale destacar que todo o Oeste e Sudoeste do Paraná ainda sofre com a insuficiência de leitos de UTI diante de uma demanda alarmante de internamentos.

O vírus tornou-se tão agressivo que, atualmente, a maioria dos contaminados pela Covid-19 em Cascavel precisam de internamento hospitalar. A Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel já perdeu três professoras e duas zeladoras para a Covid-19.

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