Philip sempre foi coadjuvante de luxo em filmes e séries sobre realeza britânica
Na série The Crown (Netflix), por exemplo, o Philip jovem foi vivido nas duas primeiras temporadas por Matt Smith. Logo, histórias de bastidores chamaram atenção quando...
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Por Agência Estado
Discreto, mas essencial na manutenção do equilíbrio da família real britânica, o Príncipe Philip, que morreu nesta sexta-feira, 9, aos 99 anos, sempre foi tratado como um coadjuvante de luxo em filmes e séries que retratam a realeza, pois o protagonismo sempre recaiu sobre sua mulher, a rainha Elizabeth.
Na série The Crown (Netflix), por exemplo, o Philip jovem foi vivido nas duas primeiras temporadas por Matt Smith. Logo, histórias de bastidores chamaram atenção quando foi revelado que Smith ganhava mais que a protagonista da série, Claire Foy, que viveu a jovem rainha Elizabeth. Para amenizar o problema, a produtora anunciou um pagamento à atriz quer seria uma espécie de retroativo ao que ela deixou de ganhar.
Na terceira e na quarta temporadas, o papel foi assumido por Tobias Menzies, que assistiu a imagens de TV para estudar a voz e a postura do duque de Edimburgo. “É um papel tão estranho, altamente cerimonial, mas sem muito poder concreto”, disse ele em entrevista ao Financial Times. Segundo o ator, havia uma tensão entre o papel coadjuvante do príncipe e o fato de ele ser “um macho alfa, claramente muito ativo… Alguém que gosta de se manter ocupado, gosta de fazer”.
Menzies assumiu o papel quando a história da família real é retratada a partir de 1964 e avança até a entrada da Princesa Diana à realeza. Nessa fase da série, quarta temporada, Philip ganhou destaque uma cena em que ele repreende duramente a princesa Diana por ter deixado de falar com o marido, o príncipe Charles. A cena voltou a levantar suspeitas de que o marido da monarca estaria por trás do acidente em Paris, que vitimou Diana, algo que nunca foi provado. A mesma cena, aliás, foi duramente criticada por Charles quando foi ao ar.
É justamente essa fase da morte da princesa, que provocou uma onda mundial de indignação contra a família real – e, em especial, à rainha Elizabeth – pela demora em tornar pública a dor pela morte de Diana que trata o filme A Rainha, dirigido por Stephen Frears, em 2006.
Helen Mirren, que venceu o Oscar de melhor atriz, vive Elizabeth, enquanto James Cromwell interpreta o príncipe Philip. Ela passa pelo difícil momento em aceitar publicamente as dores pela morte de Diana, no que é aconselhada pelo primeiro ministro Tony Blair (Michael Sheen). Curiosamente, Philip toma atitude contrária, acreditando que a família não precisa reconhecer tal sentimento.
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