CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Dólar vai a R$ 5,80 com tensão política e fiscal, mas fecha a R$ 5,7663

Houve ainda influência vinda do exterior, com os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano mais longos novamente em alta, o que contribuiu para que moedas de...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Após uma manhã tensa, que abriu caminho para que o dólar galgasse a R$ 5,8067, a divisa norte-americana amenizou o ímpeto frente ao real e chegou até a mínima de R$ 5,7381. De acordo com profissionais da área de câmbio, os riscos de pedaladas fiscais aliados às mostras de desorganização do governo, com o desembarque de ministros a quadros técnicos, dão um tom negativo para a moeda local.

Houve ainda influência vinda do exterior, com os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano mais longos novamente em alta, o que contribuiu para que moedas de países emergentes desvalorizassem.

O dólar à vista fechou em alta de 0,44%, a R$ 5,7663.

Na manhã desta segunda-feira, a velocidade com a qual o real se desvalorizou frente à moeda norte-americana foi notória de problemas vistos no final de semana, que envolveu o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e congressistas, em especial a senadora Kátia Abreu.

“Tanto que, depois de oficializada a saída de Araújo, houve um desmonte de posições, levando o dólar a uma queda adicional junto com o retorno do DXY naquele momento. Agora o mercado espera quem vai entrar no lugar. Mas a saída foi positiva”, disse Thomás Giuberti, economista e sócio da Golden Investimentos.

Após o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pedir demissão, o governo teve mais uma baixa nesta segunda-feira. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, comunicou por meio de nota oficial divulgada pela assessoria estar deixando a pasta. No momento, o dólar que já estava arrefecido, oscilando em torno de R$ 5,74, acelerou para a marca dos R$ 5,77.

Para Vanei Nagem, responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, a saída de Azevedo, pode ter se dado em um movimento para acomodar pedidos do chamado Centrão e é mais um fator que mostra a desorganização do governo. “O governo mostra que não está coeso”, disse.

Sobre o rebote do dólar, que persiste alto, sobre a inflação, Giuberti ressalta que o movimento coloca em dúvida a necessidade de o Banco Central apertar mais forte a política monetária já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). “Está com cara de que o dólar vai ficar alto mesmo. Será que o BC vai ter de elevar em um ponto porcentual a Selic? O Roberto Campos Neto presidente do BC disse que subiria 0,75 a não ser que houvesse algo mais extraordinário e o dólar nesse nível pode ser isso.”

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN