CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Segundo pesquisa do DataSenado, apoio à educação domiciliar sobe, mas a maioria das pessoas ainda é contra

Segundo pesquisa do DataSenado, apoio à educação domiciliar sobe, mas a maioria das pessoas ainda é contra

Em pesquisa realizada em 2019, 20% dos entrevistados eram a favor do direito dos pais de educar os filhos em casa. Em 2020, esse número subiu...

Publicado em

Por CGN 1

Publicidade
Imagem referente a Segundo pesquisa do DataSenado, apoio à educação domiciliar sobe, mas a maioria das pessoas ainda é contra

Apesar do crescimento expressivo do apoio popular à educação domiciliar, a maioria dos brasileiros continua contrária a essa modalidade de ensino, segundo comparação de pesquisas do Instituto DataSenado realizadas em 2019 e 2020. A apuração também revela aumento do número de pais e responsáveis que optariam por educar seus filhos em vez de matriculá-los na rede de ensino e apoio da maioria absoluta dos participantes ao modelo de aulas a distância.

Em pesquisa realizada em 2019, 20% dos entrevistados eram a favor do direito dos pais de educar os filhos em casa. Em 2020, esse número subiu para 36% — um aumento de 80%. No mesmo período, a parcela da população contra a educação domiciliar continua majoritária, mas desceu de 76% para 61%.

O DataSenado também apurou melhora da expectativa sobre o efeito da educação domiciliar sobre a qualidade do ensino. 55% dos respondentes consideram que a qualidade vai piorar com a educação em casa — uma queda de sete pontos percentuais em relação à pesquisa de 2019. O número de entrevistados que espera aumento da qualidade do ensino subiu levemente, de 22% para 25%. De forma semelhante, caiu de 64% para 58% o número de brasileiros que consideram a educação domiciliar prejudicial para a socialização de crianças e adolescentes.

Entre os respondentes que se declararam responsáveis por algum menor de 18 anos, o percentual dos que escolheriam educar os filhos em casa se fosse possível subiu de 30% para 41%. E, entre os motivos que levariam os pais a optar pela educação domiciliar, 77% mencionam a prevenção do bullying, e 63%, o aumento da presença da família em casa. Os responsáveis que não optariam pelo ensino de seus filhos em casa — 58% — citam principalmente o prejuízo à qualidade de ensino (69%) e à formação da criança (68%) como motivos.

Aulas a distância

O regime de ensino remoto, adotado amplamente em 2020 em consequência da pandemia de covid-19, deveria ser continuado nesse formato em 2021, segundo 51% dos entrevistados — 44% se manifestaram contra. Ainda assim, dentre os que não apoiam aulas remotas, 38% concordam que as escolas ofereçam combinação de aulas a distância e presenciais, contra 58% que apoiam aulas exclusivamente presenciais.

A amostra total da pesquisa foi composta por 2,4 mil entrevistas por telefone realizadas entre 24 de novembro e 3 de dezembro de 2020, em amostra representativa da população brasileira.

Atualmente o ensino doméstico é proibido tanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como pelo Código Penal, pois o entendem como abandono intelectual de um menor. Tramitam no Senado dois projetos do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) sobre o tema: o PLS 28/2018, que descriminaliza o ensino das crianças em casa; e o PLS 490/2017, que regulamenta essa modalidade de ensino autorizando-a e estabelecendo regras como a avaliação periódica e a obrigação de seguir a Base Nacional Comum Curricular. Ideia legislativa submetida à avaliação dos usuários do e-Cidadania, em 2017, pedia a regulamentação legal da educação domiciliar, mas não alcançou os 20 mil apoios necessários para converter-se em sugestão legislativa.

Fonte: Agência Senado

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN