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Incerteza sobre negociação entre China-EUA pesa e dólar fecha em alta a R$ 4,14

Indicações de que não haveria um acordo efetivo, mas, sim, um adiamento das negociações, deixaram os agentes acautelados. Durante o dia de hoje autoridades americanas foram...

Publicado em

Por Agência Estado

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Mais do que a expectativa sobre as decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos – em que não se aguardam surpresas – amanhã, os investidores do mercado de câmbio operaram na sessão desta terça-feira, 10, sob a expectativa de mais sinalizações que podem surgir nos dias que antecedem eventual armistício na guerra comercial sino-americana. Assim, o dólar à vista encerrou o pregão na marca dos R$ 4,14, com volume mais contido e oscilando num range entre R$ 4,15 e R$ 4,13.

Indicações de que não haveria um acordo efetivo, mas, sim, um adiamento das negociações, deixaram os agentes acautelados. Durante o dia de hoje autoridades americanas foram dando recados a conta-gotas. À tarde, o diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Larry Kudlow, afirmou que as tarifas programadas para os produtos chineses em 15 de dezembro ainda estão “sobre a mesa”.

Mais cedo, o secretário do Comércio americano, Wilbur Ross, disse em entrevista à emissora Fox Business: “Fechar um acordo um dia antes, no dia 15, um dia depois ou uma semana depois é muito menos importante do que obter o acordo certo”.

“Os Estados Unidos não devem aumentar as tarifas, apenas estender o prazo de negociações. Para o câmbio ficar ruim vai depender de como o assunto for trazido”, ressalta José Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos. Nesse contexto, ele lembra que a relação de forças está no comércio exterior, uma vez que dados mais recentes das exportações chinesas recuaram 1% contra retração de 23% das americanas. “Para o câmbio ficar ruim, de fato, os Estados Unidos terão de anunciar um aumento de tarifas contra a China.”

Diante desse panorama incerto, as definições sobre política monetária, consideradas praticamente dadas, ganham menor atenção. Muito embora o diferencial de juros aumente com a decisão do Copom, por outro lado, o diretor lembra que está perto do fim o movimento sazonal de envio de remessas de lucros e dividendos pelas empresas. Além disso, há perspectivas de ingresso de recursos tanto em direção à Bolsa como pelas perspectivas de aumento do volume financeiro das exportações nacionais com a futura safra agrícola.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,47%, a R$ 4,1488. Para janeiro, a moeda marcou R$ 4,1500 (+0,08%). O giro no mercado de câmbio no futuro foi de US$ 16,4 bilhões.

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