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CNJ vai cobrar celeridade no julgamento dos acusados de matar Marielle, diz Fux

Monica, que atualmente é vereadora pelo Rio de Janeiro, defendeu a importância dos julgamentos dos acusados pela execução, o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa...

Publicado em

Por Agência Estado

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O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se comprometeu a agilizar o julgamento dos acusados pela execução do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. A declaração foi dada na terça-feira, 24, em uma reunião virtual do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário, órgão vinculado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também é presidido por Fux, com a participação da vereadora Monica Benício (PSOL), viúva da parlamentar.

Monica, que atualmente é vereadora pelo Rio de Janeiro, defendeu a importância dos julgamentos dos acusados pela execução, o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz. Em fevereiro, a Justiça do Rio negou o recurso das defesas e manteve a ordem para levar a dupla a júri popular, mas ainda não há data para o julgamento.

“É fundamental que a gente siga cobrando que eles sejam levados ao Tribunal do Júri. Eles recorrem e pediram para que não fossem levados, mas o juiz do Rio de Janeiro decidiu que ambos serão levado ao Tribunal do Júri. É preciso que a gente cobre que esse julgamento ocorra da forma mais célere possível”, disse.

Em resposta, Fux afirmou que, embora não seja um órgão de investigação, o observatório não poderia ficar isento no caso e se comprometeu a cobrar celeridade no julgamento. “Um observatório dessa envergadura não poderia ficar isento ao problema relativo à morte de Marielle Franco, que era uma política que despontava no universo feminino pelas suas ideias justas, pelo seu posicionamento corajoso”, disse o ministro.

“O Conselho Nacional de Justiça cobrará a realização bastante célere do júri para que apure todos os fatores que influenciaram esse flagelo que ocorreu na política brasileira, que foi o assassinato brutal de Marielle Franco. Essa não é uma manifestação apenas de solidariedade, é o cumprimento da nossa obrigação. Podem monitorar, porque essa providência será efetivamente adotada”, acrescentou.

A execução de Marielle completou três anos no último dia 14. Ronnie Lessa é apontado como autor dos disparos que mataram a vereadora e Élcio Queiroz é acusado de dirigir o carro de onde partiram os tiros. O mandante do crime, no entanto, ainda não foi identificado.

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