CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Federações sindicais de petroleiros convocam para ‘lockdown’ para quarta-feira

“Além de fortalecer as greves regionais que a categoria petroleira vem realizando desde o dia 5 de março, a mobilização será mais uma forma de denunciar...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

As federações sindicais dos petroleiros – FUP e FNP – estão convocando a categoria para aderir na quarta-feira, 24, ao “Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos”, que será realizado pelas centrais sindicais. O movimento cobra a vacinação em massa e a retomada do auxílio emergencial com parcelas de, no mínimo, R$ 600,00, informou a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

“Além de fortalecer as greves regionais que a categoria petroleira vem realizando desde o dia 5 de março, a mobilização será mais uma forma de denunciar a irresponsabilidade do governo federal, que levou o País ao pior colapso sanitário e hospitalar de sua história”, disse a FUP em nota nesta terça-feira.

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) também confirmou que vai aderir ao movimento.

Desde o início de março, segundo a FUP, quatro bases da entidade (Bahia, Amazonas, Espírito Santo e Unificado de São Paulo) estão em greve e ganharam na segunda-feira, 22, o reforço dos trabalhadores de Minas Gerais, que iniciaram por tempo indeterminado uma greve sanitária.

Segundo a FUP, houve 70% de adesão na greve da Regap, uma das oito refinarias que a Petrobras precisa vender este ano, de acordo com o Termo de Cessação de Conduta assinado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“Seguindo as orientações do Sindipetro MG, trabalhadores próprios e terceirizados, não compareceram à Regap (Refinaria Gabriel Passos), onde mais de 200 companheiros já foram infectados pela Covid-19. Atualmente, 12 trabalhadores da refinaria estão internados em decorrência da Covid e três deles estão em unidades de tratamento intensivo, intubados”, informou a FUP.

Conforme a Petrobras, desde maio de 2020 são aplicados testes rápidos em todos os colaboradores da Regap, como triagem para evitar a contaminação dentro das instalações da unidade, além de outras medidas sanitárias para evitar a contaminação. A empresa não confirmou a paralisação na unidade.

“Todos os colaboradores (da Regap) passam por avaliação de saúde, com medição de temperatura, diariamente, na entrada da refinaria. Foi adotado o turno de 12 horas, diminuindo o rodízio de pessoas na refinaria. Foram reforçadas as medidas de higiene e distanciamento, além do uso obrigatório de máscaras”, informou a estatal, afirmando que a refinaria contratou agentes que fiscalizam diariamente o cumprimento dessas medidas durante a parada para manutenção.

Surto na P-38

Também há uma grande preocupação dos sindicatos nas unidades offshore das petroleiras. O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), filiado à FUP, entrou com requerimento no Ministério Público do Trabalho (MPT) para que a Petrobras seja notificada e preste esclarecimentos sobre o avanço da covid-19 em unidades de exploração e produção da empresa.

As últimas denúncias recebidas pela FUP de casos de contaminação em unidades offshore envolvem a plataforma P-38, que está operando parcialmente por causa da contaminação, P-43, P-63, P-25 e P-35, todas na bacia de Campos.

O caso mais recente, segundo a FUP, é um surto na P-38, no campo de Marlim Sul, também na bacia de Campos. A Petrobras confirmou a contaminação e informou que todos os colaboradores com resultado de teste positivo foram desembarcados da plataforma P-38.

“Todos os contactantes de bordo, mesmo que com teste negativo, também foram desembarcados. Todos esses ficarão em isolamento e sendo monitorados pela equipe médica da Petrobras. O serviço de desinfecção da plataforma está em andamento”, informou a estatal em nota.

De acordo com a Petrobras, os protocolos sanitários de prevenção ao Covid estão sendo intensificados, com medidas adicionais de limpeza, higienização e distanciamento na P-38. Novos integrantes já assumiram as funções essenciais do contingente desembarcado, assegurando o atendimento aos requisitos legais e a segurança da unidade.

“As plataformas P-40 e P-56 tiveram sua produção reduzida, porém já voltaram a operar normalmente. A P-38 é uma unidade do tipo FSO, sigla em inglês para a unidade flutuante que estoca e transfere o óleo produzido por outras unidades, portanto não tem produção própria”, explicou a Petrobras, afirmando que as medidas da companhia estão “entre as mais rigorosas no segmento de petróleo”. A empresa não comentou sobre as outras plataformas denunciadas pela FUP.

Em apenas um dia na semana passada, foram confirmados 83 novos casos em atividades offshore do País (Petrobras e outras operadoras), segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Do total de 67 plataformas de petróleo em operação no país, 56 são da Petrobrás (83%). O recorde, segundo dados da agência, foi no dia 26 de dezembro do ano passado, quando 108 pessoas foram contaminadas em plataformas offshore.

De acordo com o Boletim de Monitoramento do Covid-19 do Ministério de Minas e Energia (MME) da segunda-feira, na Petrobras, já foram registrados 5.684 casos de contaminação, com 17 óbitos, ou cerca de 12,2% do total de empregados da estatal (46.416).

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN