CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Orçamento: emendas parlamentares para 2021 chegam a R$ 22,2 bilhões
Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

Orçamento: emendas parlamentares para 2021 chegam a R$ 22,2 bilhões

Esses recursos são indicados por deputados e senadores para projetos e obras em seus redutos eleitorais. Apesar de o pagamento ser obrigatório, o momento da liberação...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade
Imagem referente a Orçamento: emendas parlamentares para 2021 chegam a R$ 22,2 bilhões
Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

O volume de recursos do orçamento federal com a digital dos parlamentares neste ano vai chegar a R$ 22,2 bilhões, conforme relatório final do Orçamento apresentado pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC). O projeto deve ser votado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) nesta semana. A votação no plenário está programada para quarta-feira, 24, mas pode ser adiada para a semana que vem. O valor das emendas representa um aumento de quase R$ 6 bilhões em relação ao proposto inicialmente pelo Executivo.

Esses recursos são indicados por deputados e senadores para projetos e obras em seus redutos eleitorais. Apesar de o pagamento ser obrigatório, o momento da liberação geralmente é negociado com o governo em troca de votos no Congresso Nacional.

Na prática, um volume maior de repasses para emendas pressiona o Executivo, em função do orçamento apertado e do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior. Além das indicações deste ano, o governo terá que se programar para pagar um total de R$ 28,6 bilhões em emendas de anos anteriores que ainda não foram repassadas. Tudo terá que dividir o mesmo espaço no teto.

Só de emendas indicadas diretamente pelo relator-geral do Orçamento, o valor é de R$ 3,034 bilhões. Na semana passada, o Congresso derrubou um veto do presidente Jair Bolsonaro que abre caminho para o pagamento obrigatório desses recursos. A maior parte (R$ 1,129 bilhão) está vinculada ao Ministério de Desenvolvimento, que toca projetos de interesse eleitoral e é tido como estratégico para o governo. Na prática, a destinação desse dinheiro poderá ser negociada com parlamentares em troca de apoio ao Executivo.

No total, as alterações feitas pelo relator no Orçamento acrescentam um total de R$ 35,3 bilhões em despesas do Executivo para 2021. A maior parte, porém, não poderá ser executada em função do teto de gastos. Por isso, o valor de R$ 3 bilhões é o que foi abocanhado em emendas de relator, dentro do limite fiscal.

Apesar do valor, o aumento não atendeu a todas as demandas dos parlamentares, que apresentaram um total de R$ 47 bilhões em emendas para este ano. Nos últimos dias, o senador Marcio Bittar avisou que o “cobertor estava curto” e que não seria possível ceder a todos os pedidos, justamente por causa do teto de gastos. Para turbinar as emendas, o Congresso reestimou a arrecadação para 2021 e também cancelou algumas despesas previstas inicialmente pelo Executivo. Até a votação do Orçamento, o montante poderá ser alterado.

As despesas com pessoal e os subsídios dados pela União reduziram em R$ 5,6 bilhões o limite do teto de gastos no orçamento de 2021, totalizando R$ 1,480 trilhão. O valor “preso” em função da regra de ouro e que precisarão de autorização legislativa, por sua vez, ficou em R$ 451 bilhões.

A maior parte está relacionada a pagamento de salários, aposentadorias e outros repasses, como a complementação da União no Fundeb. Até a aprovação do Orçamento, porém, o governo está autorizado a executar parte dessas despesas com uso de superávit financeiro e remanejamentos internos, conforme projeto aprovado na semana passada.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN