Remédios para pacientes covid ficaram até 400% mais caros, diz estudo do RS

O cisatracúrio, um bloqueador neuromuscular, teve aumento médio de 434%. De R$ 15,73 no ano passado, passou a custar R$ 84,03. Já o rocurônio, relaxante muscular,...

Publicado em

Por Agência Estado

Levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre aponta aumento entre 200% e 400% nos preços dos medicamentos e insumos usados no tratamento de covid-19, que agora estão em falta em várias regiões do País. A análise incluiu 22 fármacos, relacionando preços de ata do Ministério da Saúde e comparando aos valores médios praticados em março de 2020 e o mesmo mês deste ano.

O cisatracúrio, um bloqueador neuromuscular, teve aumento médio de 434%. De R$ 15,73 no ano passado, passou a custar R$ 84,03. Já o rocurônio, relaxante muscular, subiu 362%, de R$ 19,26 para R$ 89,13.

Com requisição de medicamentos feita pelo Ministério da Saúde, a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) disse nesta sexta-feira, 19, que parte dos remédios de intubação têm estoque somente para 48 horas. O Fórum dos Governadores, em ofício ao presidente Jair Bolsonaro, alertou sobre falta de medicamentos em 18 Estados e apontou risco de colapso.

O prefeito Sebastião Melo (MDB) encaminhou nesta sexta-feira, 19, ofício ao procurador geral de Justiça Fabiano Dallaz pedindo investigação no sobre preço dos fármacos. “O que está acontecendo é criminoso. Tenho certeza que o Ministério Público adotará todas as providências contundentes necessárias para coibir esse absurdo praticado por laboratórios e distribuidores, o que é um desrespeito com a vida neste momento tão desafiador da pandemia”, declarou.

Para o médico sanitarista Gonzalo Vecina, falta uma liderança federal para resolver o problema. “Estamos em uma situação tendente ao desespero do ponto de vista desse fornecimento. Sem uma autoridade acima, não vamos conseguir organizar o consumo”, diz ele, que foi secretário municipal de Saúde de São Paulo e presidente da Anvisa. “Pode haver aumento da produção, mas não muito grande. Organizando o consumo, talvez a gente conseguisse tentar importar medicamentos que estão em falta no mundo inteiro. Acho que há a possibilidade de achar fornecedores internacionais sem registro no Brasil.”

O governo federal já teve de requisitar estoques do kit intubação entre junho e setembro do ano passado, quando houve falta destes medicamentos em diversos locais. Sem o produto, equipes médicas têm dificuldade de intubar um paciente, por exemplo. Após este período, os medicamentos voltaram a ser comprados pelos prestadores de serviço do SUS.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X