CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a MPF-PR cobra da Petrobras medidas para reativar e produzir oxigênio hospitalar
Crédito: Geraldo Bubniak

MPF-PR cobra da Petrobras medidas para reativar e produzir oxigênio hospitalar

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (Fup), que junto com o Sindipetro PR/SC questionou a Justiça sobre a possibilidade de reabertura da unidade, a Fafen-PR tem...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade
Imagem referente a MPF-PR cobra da Petrobras medidas para reativar e produzir oxigênio hospitalar
Crédito: Geraldo Bubniak

Os Ministérios Públicos Federal e do Trabalho do Paraná enviaram nesta terça-feira, 16, ofício à Petrobras, determinando o prazo de três dias para a empresa informar as providências a serem adotadas para reativar a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), fechada em março do ano passado. O objetivo é adaptar a unidade para produção de oxigênio hospitalar medicinal em meio à crescente pandemia de covid-19 no País.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (Fup), que junto com o Sindipetro PR/SC questionou a Justiça sobre a possibilidade de reabertura da unidade, a Fafen-PR tem capacidade para produzir 30 mil metros cúbicos de oxigênio por hora, “volume significativo diante da escassez de oferta e aumento da demanda”, disse a entidade em nota.

“A Fafen-PR tem uma planta de separação de ar que, com uma pequena modificação, poderia ser convertida para produzir oxigênio hospitalar, ajudando a salvar vidas nesse momento dramático da pandemia, que atinge novos picos em diversos Estados do País”, afirmou em nota o petroquímico Gerson Castellano, um dos empregados da fábrica de Araucária que foram demitidos após o fechamento da unidade.

No prazo de três dias, o MPF quer que a Petrobras informe ainda o tempo e o custo necessários para a adequação dos equipamentos da Fafen-PR para a produção de oxigênio medicinal/hospitalar, em sua capacidade máxima diária, e que ocorra a readmissão imediata do número de ex-empregados suficientes para a garantia da produção máxima diária de oxigênio hospitalar/medicinal. Também foi determinado que seja apurado o volume máximo que poderá ser produzido de oxigênio na unidade.

Resposta

A Petrobras descartou o uso da Araucária Nitrogenados S/A (Ansa/Fafen-PR) para produção de oxigênio no Paraná, como solicitado à Justiça por sindicatos de petroleiros. Nesta terça-feira, os Ministérios Públicos Federal e do Trabalho do Paraná enviaram ofício à estatal questionado quais seriam as ações necessárias para produzir oxigênio hospitalar na unidade.

A estatal afirmou ao Broadcast que “prestará os devidos esclarecimentos aos órgãos”, mas que a Ansa encontra-se hibernada desde 2020 e jamais produziu oxigênio hospitalar em toda a sua existência.

“Além disso, não existe estrutura operacional para produção, estocagem e transporte de oxigênio medicinal na planta da Ansa, porque se tratava de uma indústria de produtos petroquímicos, com composição diferente do oxigênio medicinal utilizado em unidades hospitalares”, informou.

Segundo a Petrobras, a composição físico-química, a pressão e a temperatura do gás gerado no processo produtivo da Ansa não guardam relação com as especificações do oxigênio medicinal.

A estatal ressalta que segue apoiando a sociedade e os governos locais no combate à pandemia de covid-19 por meio de doações de testes, combustíveis, materiais de higiene e, recentemente, de cilindros de oxigênio.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN