
Moradores de Umuarama fazem ato por intervenção no STF, ‘nossa dor de barriga’
Depois, em menor número, retomou a carreata e seguiu em buzinaço para a praça Miguel Rossafa, onde discutiram os detalhes de um novo protesto, com maior...
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Por Luiz Oliveira

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Umuarama realizaram ato na manhã deste domingo (14) pela a intervenção no STF (Supremo Tribunal Federal). O grupo saiu defronte à Prefeitura, por volta das 9h30, e se concentrou na porta do Tiro de Guerra, instituição militar do Exército brasileiro, na avenida Duque de Caxias.
Depois, em menor número, retomou a carreata e seguiu em buzinaço para a praça Miguel Rossafa, onde discutiram os detalhes de um novo protesto, com maior força, no próximo domingo. Formado em sua maioria por empresários e profissionais liberais, o grupo alega que os ministros da Suprema Corte agem contra o Brasil ao tirar direitos antes conferidos ao presidente da República.
“Nossa dor de barriga é o STF. Esse povo não pode mais continuar lá. Eles (os ministros) agem contra o Brasil e contra os brasileiros, porque não deixam o presidente (Bolsonaro) trabalhar. É um absurdo. As pessoas têm que se dar conta disso e reunir forças para lutar, porque, do contrário, vamos ser a próxima Argentina e a próxima Venezuela”, disse uma profissional liberal, que pediu para falar.
O ato aconteceu dois dias após o ministro Edson Fachin manter a decisão que anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Lava Jato na Justiça do Paraná. Com isso, o petista recuperou os direitos políticos e voltou a ser elegível. O plenário da Corte ainda pode mudar o habeas corpus.
O grupo de Umuarama defende que a deputada Bia Kicis (PSL-DF), agora na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), derrube a chamada PEC da Bengala e, com isso, reduza de 75 para 70 anos a idade para aposentadoria compulsória de ministros do STF, tribunais superiores e Tribunal de Contas da União.
Assim, mais três ministros teriam que se aposentar do Supremo até o próximo ano. Outros três alcançariam a idade no decorrer de um eventual novo mandato de Bolsonaro, a partir de 2023. Pela Constituição Brasileira, é o presidente da República que indica os ministros do STF.
Mas no ato houve também defesas veladas à intervenção militar imediata na instância máxima do Judiciário. O próprio chamado em algumas redes sociais deixava claro, no título da postagem, que se trata de carreata pela intervenção militar contra o STF. “Não vamos mais seguir nessa linha porque isso pode dar problema para o presidente Bolsonaro. A intervenção que queremos é 100% democrática”, corrigiu um integrante.
O texto é do site OBemDito.
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