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“Eu li como se fosse o meu pai”, diz Técnico em Enfermagem que leu carta para paciente intubado

Na tarde de ontem (10) Angelita publicou nas redes sociais que o pai, Sr. João Domingos, estava internado na UTI por conta da Covid-19. Por questões...

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Por Deyvid Alan

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Após a publicação de uma carta emocionante que escreveu para o pai, Angelita Pacheco teve o pedido atendido por um Técnico de Enfermagem do Hospital de Retaguarda de Cascavel.

Na tarde de ontem (10) Angelita publicou nas redes sociais que o pai, Sr. João Domingos, estava internado na UTI por conta da Covid-19. Por questões familiares e por morar em Santa Catarina, Angelita estaria impossibilitada de vir à Cascavel.

Desesperada com a situação do pai, Angelita escreveu duas cartas e implorou que algum profissional do hospital pudesse ler para o Sr. João e diante a repercussão Angelita teve o seu pedido atendido.

O técnico em Enfermagem, Camilo Fariniuk, foi o profissional que possibilitou isso à Angelita e ao pai, Sr. João, que de acordo com informações repassadas pela filha, tem apresentado grande melhora e possivelmente poderá sair da intubação em poucos dias.

Camilo contou para a nossa equipe como foi para ele participar desse momento que comoveu tantas pessoas.

“Eu tinha saído do plantão e quando cheguei em casa vi nas redes sociais a publicação da Angelita. Fiquei emocionado com as cartas e me prontifiquei a entregar a mensagem ao pai dela”.

Ele explicou que seguindo todo o protocolo necessário, em especial para a segurança do paciente, ele conversou com a coordenadora e a supervisora de enfermagem que autorizaram que ele fosse ao hospital para fazer a leitura da carta.

“Eu li como se fosse o meu pai, com toda a clareza, com toda a emoção que eu senti com as palavras dela”.

Camilo explicou que tanto no curso quanto na faculdade, os estudantes são orientados a não ter envolvimento emocional com o paciente. Eles preconizam isso justamente para não  afetar o profissional, mas que num caso como o de Angelita, era algo que não foi possível seguir a regra.

“Num caso assim não tem como não se envolver. Como pai eu me vi nessa situação, e se fosse minha filha? e se fosse meu pai? O sentimento fala mais alto e a gente desaba junto com a pessoa”, contou.

O profissional que está na linha de frente no combate à pandemia disse que por mais que o paciente esteja sedado, há estudos que indicam que ele pode ouvir e que considera interessante essa possibilidade, justamente para tentar motivar os pacientes que estão em estado crítico.

“É importante manter o profissionalismo, mas não se pode deixar o lado humano”.

Parabéns ao Camilo pelo gesto e a todos os profissionais da saúde que têm se dedicado tanto em salvar vidas!

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