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Imagem referente a Taxa de mortalidade da UTI Covid-19 do Huop é menor que a taxa a nível nacional

Taxa de mortalidade da UTI Covid-19 do Huop é menor que a taxa a nível nacional

A UTI Covid-19 do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) está com a capacidade máxima de pacientes internados há semanas. Mesmo lotada, o foco das...

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Por Fábio Wronski

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Imagem referente a Taxa de mortalidade da UTI Covid-19 do Huop é menor que a taxa a nível nacional

A Unidade de Terapia Intensiva, onde permanecem os pacientes em estado grave, é um ambiente que preocupa. A gravidade do estado de saúde e a possibilidade de não conseguir recuperar da doença, assusta quem está internado, e os familiares. Essa situação é ainda pior diante de uma enfermidade em que não há tratamento comprovado, como a Covid-19.

A UTI Covid-19 do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) está com a capacidade máxima de pacientes internados há semanas. Mesmo lotada, o foco das equipes é na qualidade da assistência. E é esse fator, que de acordo com o coordenador médico da unidade, Thiago Giancursi, trouxe resultados positivos. A taxa de mortalidade da UTI Covid-19 da instituição está em 39%. A nível de Brasil, a taxa é de 55%. “O treinamento da equipe, acompanhamento com visitas diárias, e discussão das condutas médicas com a equipe, faz a diferença. Temos mais de uma visualização sobre o estado de saúde do paciente, e é uma avaliação aperfeiçoada de quem tem a especialidade em Terapia Intensiva”, explica Thiago.

Ainda de acordo com ele, o tratamento é avaliado de forma individual, ou seja, não há um protocolo ou medicamento específico para esses casos. “Acompanhamos o que há de mais recente disponível na literatura médica. Não existe tratamento preventivo ou curativo, então nos baseamos nas evidências e no respaldo da literatura para melhora do paciente, de forma individualizada, dependendo da fase de inflamação”, avalia.

A unidade conta com 5 médicos para cada turno de 12 horas, mais de 70 profissionais de Enfermagem, além de fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, e fonoaudiólogos. Além da lotação, a preocupação das equipes também é com a possibilidade de mudanças da doença. “Podem surgir novas complicações e por isso, é necessário sempre reunir a equipe para discutir as condutas. O suporte de toda a equipe multidisciplinar faz toda a diferença”, ressalta.

Ainda sobre a gravidade da doença, o médico alerta sobre a diferença dos pacientes internados em uma UTI convencional de uma UTI Covid-19. “Em uma UTI geralmente 50% a 60% dos pacientes precisam de ventilação mecânica, e com a Covid-19 esse perfil muda. Chegamos a ter 100% dos pacientes precisando de ventilação mecânica. Isso mostra que são pacientes mais graves e a recuperação é mais difícil”, diz. “Precisamos lembrar que não basta mais leitos, é necessário ter também profissionais capacitados em terapia intensiva, para que o paciente não tenha outras complicações, além da doença”, finaliza.

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