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Imagem referente a FGV: Confiança da indústria cai 3,4 pontos em fevereiro ante janeiro, a 107,9 p.
Foto: FIA

FGV: Confiança da indústria cai 3,4 pontos em fevereiro ante janeiro, a 107,9 p.

Segundo Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens da FGV, a segunda queda seguida foi influenciada “por uma diminuição da satisfação dos empresários com relação ao momento...

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Por Agência Estado

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Imagem referente a FGV: Confiança da indústria cai 3,4 pontos em fevereiro ante janeiro, a 107,9 p.
Foto: FIA

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 3,4 pontos em fevereiro ante janeiro, chegando a um total de 107,9 pontos, a segunda queda consecutiva depois de uma sequência de oito altas, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora, o indicador está no menor nível desde setembro de 2020, quando o ICI ficou em 106,7 pontos. Em fevereiro, 13 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram queda da confiança.

Segundo Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens da FGV, a segunda queda seguida foi influenciada “por uma diminuição da satisfação dos empresários com relação ao momento atual e da redução de otimismo em relação aos próximos meses”.

O Índice de Situação Atual (ISA) caiu de 1,4 ponto e foi a 114,9 pontos no total, chegando ao menor nível desde outubro (113,7 pontos). O Índice de Expectativas (IE) também foi para baixo, diminuindo 5,4 pontos, a 100,9 pontos no total, menor nível desde agosto (99,6 pontos), sendo puxado para baixo principalmente por produção externa prevista para os próximos três meses, que caiu 10,4 pontos e chegou a 91,4 pontos, menor índice desde julho.

“A piora do IE decorre de menores projeções na demanda interna e externa gerando perspectivas menos otimistas em relação a produção prevista. Apesar da queda ter sido mais influenciada pelas expectativas, chama atenção a piora da situação dos negócios das empresas produtoras de bens de consumo não duráveis que, após ter atingido em dezembro o maior nível desde 2010, volta a patamar inferior ao considerado neutro (100 pontos), e menor desde julho de 2020. Tal insatisfação pode ter sido influenciada pelo período de interrupção dos benefícios emergenciais, afetando a demanda neste início do ano junto com preços mais elevados das matérias primas”, avalia Bittencourt.

O nível de estoques recuou 1,9 ponto e foi a 123,4 pontos. Cresceu a parcela das empresas que avaliam ter estoques insuficientes (de 12,9% para 13,2%), assim como a parcela das que entendem ter estoques excessivos (7,6% para 9,1%).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada também caiu, 0,8 ponto porcentual, e chegou a 79,1%. A edição de fevereiro da Sondagem da Indústria coletou informações de 1031 empresas entre os dias 1º e 24 do mês.

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