CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Viagens interestaduais motivam racha entre empresas e ANTT

O assunto está em discussão na ANTT e resultará em proposta de regulamentação, que ainda passará por audiência pública. Os 1,3 mil pedidos envolvem 63 empresas...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A expansão do setor de transporte rodoviário interestadual abriu um racha entre as empresas de ônibus que já atuam no setor e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). De um lado está a agência, que avalia nada menos do que 1,3 mil pedidos de novos trechos de viagens pelo País, com o objetivo de ampliar a competição. Do outro, estão 167 empresas de ônibus, donas de 3,5 mil linhas que cruzam municípios entre Estados, que veem, na proposta da ANTT, o risco de “canibalização” do sistema.

O assunto está em discussão na ANTT e resultará em proposta de regulamentação, que ainda passará por audiência pública. Os 1,3 mil pedidos envolvem 63 empresas novas e 14.415 destinos – e em 6.361 já existe hoje uma empresa atuando. Outros 8.054 destinos, porém, são novos, sem serviço regular. Como o País tem hoje cerca de 40 mil destinos interestaduais, haveria um crescimento de 20% no atendimento nacional.

Anteontem, o presidente Jair Bolsonaro publicou um decreto que dá diretrizes para a regulamentação. Determina que não haverá limite para o número de autorizações para o serviço regular de transporte rodoviário, exceto na hipótese de inviabilidade operacional. Além disso, o texto veda a instituição de reserva de mercado.

As empresas de ônibus que atuam no País operam por meio de autorizações da ANTT. Nos últimos anos, o órgão regulador recebeu centenas de propostas de operação de mais linhas, que ficaram “na geladeira”. A ordem, agora, é analisá-las.

Para a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), que tem 76 associadas, a proposta vai prejudicar todos que atuam no mercado. “Qualquer investidor responsável não entraria nesse negócio agora”, disse Letícia Pineschi, diretora da Viação Sampaio e conselheira da Abrati. O que a ANTT propõe, diz Letícia, são “liberações carregadas de irregularidades, que trazem insegurança jurídica para o empreendedor que está no mercado e aquele pretende operar”.

As empresas no mercado queriam que a agência adotasse, como critério de autorização, um valor mínimo de faturamento. A ANTT, porém, declarou que se limitará a exigências atreladas a qualidade e segurança. O objetivo seria começar a liberar operações em janeiro. As empresas atuais prometem reagir. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN