
Conforme defesa, homem que foi ‘atropelado e agredido pela ex’ já havia descumprido medida protetiva por quatro vezes
O casal, que foi acusado do acidente e das agressões, teria sido liberado logo após a apresentação dos fatos anteriores ao Delegado de Plantão ...
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Por Fábio Wronski
Na tarde desta sexta-feira (19) a equipe da CGN conversou com as defensoras que representam o casal que foi detido na noite de ontem, quinta-feira (18), acusado de atingir um motociclista na Avenida Brasil, no Bairro Coqueiral, em Cascavel.
Elas buscam trazer um esclarecimento sobre o caso que chamou a atenção da população e, segundo elas, pode ter gerado uma interpretação errônea entre quem seria vítima e acusado.
A CGN acompanhou o caso onde o homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, o qual relatou que teria sido ‘atropelado’ pelos ocupantes de um automóvel, sendo que os mesmos teriam descido do carro e realizado agressões com facão e enxada.
Com o fato, o casal envolvido no conflito, que seria a ex-companheira e o atual namorado dela, foram detidos pela Polícia Militar e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil.
O motociclista foi socorrido pelo Siate e passou a noite na Unidade de Pronto-Atendimento, mas, ficou sob a escolta da Polícia Militar, pois havia sido detido pelo descumprimento de uma medida protetiva.
As defensoras, Caroline Camargo – Advogada e Thaise Ferla Zanelatto – Assessora Jurídica, relataram à CGN que o conflito entre os ex-companheiros vem ocorrendo há quatro anos, sendo que a cliente estaria sendo perseguida durante todo este período e já teria passado por um abrigo de proteção.
Outro fato destacado pela equipe, é que a ação que teria resultado no acidente de trânsito e nas agressões, foi um revide às perseguições do motociclista, que passou em frente à casa da ex-companheira por diversas vezes, minutos antes do fato.
Esta perseguição, antes do acidente, teria sido noticiada à Polícia pelo telefone de emergência.
Conforme as advogadas, a detenção realizada na noite de ontem (18) seria a quarta pelo descumprimento da medida protetiva que a cliente tem contra o acusado.
Para demostrar que a cliente seria a vítima da história, a defesa relata que o casal, após ter sido ouvido pela autoridade policial, foi liberado ainda na noite de ontem, diferente do motociclista, que foi medicado e encaminhado à Cadeia Pública.
Finalizando, eles destacam que, infelizmente, o caso terminou de uma forma que a cliente não gostaria, mas a ação de atirar o carro para cima do ex e ainda realizar as agressões foi uma medida extrema de autodefesa.
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