CNBB critica ‘negação da ciência’ e atos de violência

O texto-base da ação, divulgado em outubro, ainda afirmou que o “lobby religioso” reivindicou o direito de algumas igrejas permanecerem abertas na pandemia, apesar de contaminações...

Publicado em

Por Agência Estado

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança nesta quarta-feira, 17, sua nova Campanha da Fraternidade Ecumênica, que tece críticas contra “discursos negacionistas sobre a realidade e fatalidade da Covid-19”, “a negação da ciência” e a “cultura de violência contra as mulheres, as pessoas negras, os indígenas, as pessoas LGBTQI+”.

O texto-base da ação, divulgado em outubro, ainda afirmou que o “lobby religioso” reivindicou o direito de algumas igrejas permanecerem abertas na pandemia, apesar de contaminações e mortes. A temática formal da campanha é “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”.

A iniciativa foi alvo de críticas de grupos conservadores, que criaram um abaixo-assinado contra o tom adotado pela CNBB. Eles alegam que a campanha promove “deturpações dentro da moral católica”. O escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, também tem defendido o boicote. A adesão à campanha depende de cada diocese.

Em resposta, a CNBB divulgou, na terça-feira da semana passada, uma nota em que explica as referências católicas que motivam a campanha. Depois, na sexta-feira, divulgou outra nota na qual afirma que o objetivo maior da campanha deste ano é o diálogo e que, por ser “construída ecumenicamente”, segue a linha de pensamento do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) e não da CNBB. “São duas compreensões distintas, ainda que em torno do mesmo ideal de servir a Jesus Cristo”, diz o texto, acrescentando que a Igreja Católica tem doutrina sobre de gênero e se mantém fiel a ela.

Ao concluir, a nota diz que as dificuldades de uma campanha ecumênica não devem levar ao rompimento da comunhão, “um tesouro que o Senhor Jesus nos deixou”.

‘Polarização ideológica’

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, defendeu a campanha. “Acho que essa polêmica precisa baixar a fervura, acho que ela está movida por um monte de preconceitos, está movida por paixão anti-ecumênica e por acusações infundadas contra a CNBB. Enfim, é uma polêmica marcada por polarização ideológica”, disse em vídeo gravado na semana passada. A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela CNBB, no período da Quaresma. A cada cinco anos, é promovida de maneira ecumênica, em conjunto com o Conic.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X