
Operação Regalia: Preso de confiança saía da delegacia armado e ‘encontrava irregularidades’ em áreas rurais para cobrar propinas
Conforme as informações, três policiais civis, um agente penitenciário e também um preso de confiança cobraram propinas de agricultores e empresários que, supostamente, eram flagrados cometendo...
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Por Fábio Wronski
Na manhã desta quarta-feira, o corregedor-geral da Polícia Civil, Marcelo Lemos, junto ao promotor do GAECO, Tiago Vacari, concederam coletiva de imprensa falando sobre os trabalhos na Operação Regalia, desencadeada no Oeste e Sudoeste do Estado.
Conforme as informações, três policiais civis, um agente penitenciário e também um preso de confiança cobraram propinas de agricultores e empresários que, supostamente, eram flagrados cometendo crimes ambientais.
A ação consistia no deslocamento às áreas rurais onde madeiras e outros materiais eram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Quedas do Iguaçu.
Na delegacia, o preso de confiança se passava por um fiscal do Ibama e cobrava propina dos presos para a não confecção da multa e também devolução dos materiais apreendidos.
Segundo as informações do Gaeco, este preso de confiança chegava a sair da delegacia armado, mas ainda não há a informação de onde provinha o armamento.
Os crimes teriam se iniciado no mês de novembro, sendo que até o descobrimento dos crimes foram realizadas diversas diligências que culminaram nas buscas de hoje.
O promotor do Gaeco, Tiago Vacari, destacou que os mandados de busca e apreensão realizados nesta quarta buscam corroborar as denúncias com as provas documentais que podem ter sido apreendidas.
O corregedor-geral da Polícia Civil, Marcelo Lemos, buscou destacar que a instituição não compactua com estes tipos de crime e já trabalha para fazer a exclusão destes servidores que deverão ser exonerados dos cargos, além de responderem pelas irregularidades.
Tanto o Gaeco quanto a corregedoria ainda não conseguem apontar quem seria o chefe da organização criminosa, sendo que estes detalhes deverão ser esclarecidos no desenrolar das investigações.
Ainda não é possível saber o valor que a organização criminosa teria conseguido arrecadar com as irregularidades, mas há a informação de que as cobranças de propina variavam de R$ 8 até R$ 80 mil para cada agricultor que era abordado.
Os detidos e materiais apreendidos no cumprimento dos 18 mandados judiciais foram encaminhados à Corregedoria da Polícia Civil, em Cascavel.
Veja os detalhes na coletiva.
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