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Bolsa fecha em alta de 0,61%, contida por Vale, siderurgia e Itaú

Apesar da perda de força, o índice emenda a segunda alta após a realização da última sexta-feira, quando cedeu 3,21%. O giro nesta terça-feira foi de...

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Por Agência Estado

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Em dia no qual o noticiário corporativo mitigou o entusiasmo em torno da eleição de aliados do Planalto às presidências da Câmara e do Senado, as perdas de Vale (ON -3,96%, segunda maior queda da sessão) e de bancos, com Itaú à frente (PN -2,13%), contribuíram para limitar os ganhos do Ibovespa a 0,61%, aos 118.233,81 pontos, após o índice da B3 ter recuperado quase 2 mil pontos em 12 minutos, logo na abertura desta terça-feira, o que o recolocava acima dos 119 mil, nível de fechamento não visto desde 20 de janeiro.

Apesar da perda de força, o índice emenda a segunda alta após a realização da última sexta-feira, quando cedeu 3,21%. O giro nesta terça-feira foi de R$ 38,1 bilhões, com o Ibovespa tendo oscilado entre mínima de 117.519,17 e máxima de 119.805,18 pontos, maior nível desde o dia 21. No ano, limita as perdas a 0,66%, com avanço de 2,75% nestas duas primeiras sessões de fevereiro.

“Agenda liberal” do governo, uma expressão que havia perdido credibilidade no mercado nos últimos meses, volta a ser consumida, embora com pitada de sal, depois das vitórias de Arthur Lira (PP-AL) e de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na Câmara e no Senado. “As próximas semanas serão importantes para a sinalização da pauta e da agenda, e se espera que haja de fato suporte do governo para que avancem”, diz Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez. “Esta definição na Câmara e no Senado é muito importante para os próximos dois anos, e o mercado está precificando agora que Executivo e Legislativo estarão mais alinhados. Foi o que se viu hoje não apenas na Bolsa, mas também em juros e no câmbio.”

Certa decepção com o balanço do Itaú no quarto trimestre, especialmente em relação ao “guidance” para o custo de crédito em 2021, e a forte queda do minério de ferro nesta terça em Qingdao (-4,63%), que penalizou as ações de mineração e siderurgia (CSN -3,44%, Usiminas -2,10%), foram o contraponto do dia, freando a recuperação do Ibovespa.

“Há uma especulação e volatilidade maior nos preços do minério quando se aproxima o Ano Novo Lunar, feriado prolongado na China. Além disso, no caso da Vale, o mercado, que aguardava acordo de R$ 37 bilhões da empresa com o governo de Minas sobre Brumadinho, ficou com pé atrás após o governo estadual não confirmar este valor”, diz João Paulo Teixeira Cardoso, sócio da Unnião Investimentos.

“A valorização do mercado brasileiro só não foi maior por conta dos bancos, em especial o Itaú, após resultado em linha com o esperado e um ‘guidance’ bem modesto para este ano. Além disso, temos a manutenção do movimento de queda das siderúrgicas/mineradoras, com mais um pregão de baixa para o minério de ferro devido a preocupações em relação à produção das siderúrgicas chinesas e ao aumento do custo de frete”, diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

Por outro lado, o desempenho positivo das cotações do petróleo, com ganhos na casa de 2% na sessão, e a percepção pelo mercado de que o plano de venda de ativos da Petrobras está em curso, com o início da negociação do Polo de Urucu com a Eneva, na Bacia do Solimões, e da venda de campos de extração no Espírito Santo explicam a alta de 4,10% para Petrobras PN e de 3,45% na ON, acrescenta Cardoso, da Unnião Investimentos.

“O mercado reage bem aos sinais de que o plano está sendo cumprido”, diz ele, chamando atenção também, entre os fatores positivos do dia, para o avanço de 0,9% na produção industrial de dezembro ante novembro, frente a mediana negativa (-0,50%) do mercado para a leitura do IBGE.

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