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Você pretende tomar a vacina contra a Covid-19? Em pesquisa 21% dos participantes disseram que não

Em meio a expectativa para que tudo volte ao “normal”, muitas dúvidas também surgem quanto a eficácia das vacinas contra o vírus, bem como, alguns grupos...

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Por Deyvid Alan

Após quase um ano de enfrentamento a uma pandemia mundial, eis que surge a notícia mais aguardada dos últimos tempos: a chegada da vacina contra o Coronavírus. A ansiedade é tamanha e o desejo de aglomerar novamente é tão grande que demorará um bom tempo para surgir uma nova notícia que seja tão aguardada quanto.

Em meio a expectativa para que tudo volte ao “normal”, muitas dúvidas também surgem quanto a eficácia das vacinas contra o vírus, bem como, alguns grupos indecisos ou já decididos a não serem vacinados. A discussão sobre a vacinação ganhou um novo fôlego após o presidente da República, Jair Bolsonaro dizer que a imunização contra a Covid-19 não será obrigatória.

Pensando nisso a CGN criou uma enquete nas redes sociais para saber se os nossos internautas estão dispostos ou não a tomarem a vacina e publicou a seguinte pergunta: Logo que a vacina estiver disponível para o grupo que você estará inserido, você pretende ser vacinado contra a Covid-19 ou você não tem interesse em tomar a vacina?

Para o questionamento foram elencadas duas opções de respostas: A primeira “Sim. Acredito que a vacina seja a melhor alternativa e a tomarei logo que estiver disponível” e a segunda opção: “Não. Não acredito no funcionamento da vacina e não serei vacinado”.

Em 24 horas 1.064 pessoas participaram da enquete sendo que 835 pessoas, o equivalente a 78.45%, optaram pela primeira alternativa em que pretendem ser vacinadas logo que a vacina estiver disponível. Já 229 pessoas, 21.54% dos participantes, optaram pela segunda alternativa que demonstra o não interesse em ser vacinado.

Mesmo sendo uma opção individual cabe ressaltar que para que o vírus seja controlado, a vacinação passa a ser um compromisso coletivo. O objetivo de uma vacina é conferir a proteção contra um vírus ou bactéria a uma parcela suficiente da população para impedir que a ameaça continue a se disseminar. Quanto maior o número de pessoas vacinadas, mais fácil é controlar a propagação de uma doença. Mas, se poucas pessoas se vacinarem, ela se espalha mais facilmente.

Quando menciono sobre o compromisso coletivo significa que nesse caso o impacto da não vacinação é sentido não apenas por quem não se vacinou, é diferente de um câncer, por exemplo, que se eu não me trato só eu serei prejudicado. Mas a decisão de se vacinar tem impacto na saúde coletiva.

Há alguns dias a Organização Mundial da Saúde (OMS) se posicionou sobre a importância da vacinação e o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu para as pessoas que estão com dúvida se deveriam tomar ou não a imunização se informarem sobre a importância histórica das vacinas antes de tomar uma decisão.

É válido lembrar que sempre haverá uma parte da população que não poderá ser vacinada, como grávidas, para quem hoje não é recomendado, quem tem alergias graves e outras contraindicações e a imunização em massa será essencial para impedir que estas pessoas não sejam infectadas. O mesmo vale para quem não tiver uma resposta ideal à vacina.

Segundo estimativas da OMS a vacinação em massa evita pelo menos quatro mortes por minuto ou um total de 2 milhões de vidas por ano. A Universidade de Oxford é um pouco mais otimista e estima 5 milhões de pessoas salvas anualmente ao redor do mundo.

E você pretende tomar a vacina contra a Covid-19?

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