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Maia não descarta impeachment no futuro, mas diz que foco agora é o coronavírus

“Nesse momento, com tantas vidas perdidas pelo Brasil, com o caso dramático de Manaus, esse tem de ser o nosso foco. Não que o tema do...

Publicado em

Por Agência Estado

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Com mais de 60 pedidos de impeachment à espera de uma avaliação sua, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não descartou a possibilidade de abertura de um processo para destituir Jair Bolsonaro da Presidência da República no futuro, mas disse que, no momento, o foco do Legislativo deve ser o combate à pandemia. Ele afirmou ainda que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) poderá ser aberta para investigar ações e omissões do governo no enfrentamento do coronavírus.

“Nesse momento, com tantas vidas perdidas pelo Brasil, com o caso dramático de Manaus, esse tem de ser o nosso foco. Não que o tema do impeachment, em algum momento no futuro, não deva entrar na pauta, ou uma CPI para investigar tudo o que aconteceu na área de saúde durante a pandemia, mas acho que nesse momento, a gente tiraria o foco do enfrentamento do coronavírus”, disse Maia.

O presidente da Câmara deu a resposta ao ser questionado sobre se daria andamento ao mais novo pedido de impeachment apresentado de forma coletiva pelos partidos de oposição. Assinado por Rede, PSB, PT, PCdoB e PDT, que reúnem 119 deputados, o documento cita o colapso da saúde em Manaus e diz já ter passado a hora de o Congresso reagir.

“O presidente da República deve ser política e criminalmente responsabilizado por deixar sem oxigênio o Amazonas, por sabotar pesquisas e campanhas de vacinação, por desincentivar o uso de máscaras e incentivar o uso de medicamentos ineficazes, por difundir desinformação, além de violar o pacto constitucional entre União, Estados e Municípios”, diz nota conjunta dos partidos, que defendem a volta imediata dos trabalhos do Congresso.

Comissão

Maia voltou a defender a convocação da Comissão Representativa do Congresso para retomar os trabalhos do Legislativo em janeiro. A decisão cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“Alcolumbre poderia convocar a comissão à qual ele preside e tem membros eleitos na Câmara e Senado. Seria um bom ambiente, menor, sem o viés político, que não é o mais importante para que o Parlamento pudesse estar trabalhando”, disse.

A Comissão Representativa do Congresso é um colegiado temporário, previsto na Constituição, para atuar nos períodos de recesso parlamentar e em situações excepcionais e urgentes. Os deputados e senadores estão em férias, com retorno previsto para 1º de fevereiro.

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