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Economia

Bolsa fecha em queda de 1,67%, a 121.933,08 pontos, em realização de lucros

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O Ibovespa se aproximou de perder os 121 mil pontos na mínima da sessão, mas conseguiu se sustentar bem perto dos 122 mil na segunda realização de lucros da semana, após o tiro de 5% ao longo da primeira de 2021. Assim, em dia de vencimento de opções sobre o índice, a referência se alinhou um pouco mais ao desempenho de Nova York neste começo de ano, embora ainda adiantada em relação ao que Wall Street tem mostrado desde que renovou máximas históricas na virada do ano, movimento estendido também na B3 na semana passada.

Nesta quarta-feira de expectativa para a votação do impeachment de Trump na Câmara dos EUA – aprovado pouco depois do fechamento dos mercados -, de atenção à progressão do covid no mundo, bem como a variantes do vírus como a encontrada no Amazonas, e de espera pelo início da vacinação por aqui, agora estimada para janeiro, o Ibovespa fechou em baixa de 1,67%, a 121.933,08, com mínima a 121.015,60 e máxima a 124.031,68 – uma variação de pouco mais de 3 mil pontos entre o piso e o teto do dia.

O giro financeiro totalizou R$ 63,0 bilhões neste dia de vencimento. No ano, o Ibovespa limita agora os ganhos a 2,45%, com perda de 2,51% nesta segunda semana de 2021.

“Tivemos uma realização natural nos principais ativos, Vale e Petro, que têm andado bem”, diz Victor Lima, analista da Toro Investimentos. “Vale e Petrobras, juntas, representam mais de 15% da carteira teórica do índice. Impactam as ações das companhias os anúncios de lockdowns em quatro cidades na China, que viram aumento no número de infecções pelo coronavírus”, aponta Júlia Aquino, especialista da Rico Investimentos. “O mercado já vê a possibilidade de que grande parte da recuperação de lucros das empresas, esperada para o primeiro trimestre, seja prejudicada pelos bloqueios e as restrições de mobilidade em vários países, com potencial para atrasar a retomada da economia, globalmente”, acrescenta a especialista.

Assim, nesta sessão, as perdas na B3 predominaram em empresas e setores, mas alguns conseguiram se afastar do movimento de correção, como MRV (+4,39%), PetroRio (+3,90%), Eneva (+3,67%) e Cosan (+2,15%), na ponta do Ibovespa na sessão. No lado oposto, Usiminas cedeu 6,07%, Banco do Brasil ON, 4,94%, Petrobras PN, 4,83%, e CSN, 4,81%. Ainda entre as blue chips, destaque também para Vale ON, em queda de 2,99% no fechamento, e para Petrobras ON (-4,62%).

“Havia a animação no fim do ano com o início da vacinação em vários países, o que favorece a normalização gradual da atividade econômica, mas agora está se virando a chave, na medida em que fica bem clara a dificuldade, o desafio logístico imenso da vacinação em massa e concomitante em várias partes do mundo”, observa Gustavo Cruz, economista e estrategista da RB Investimentos, que menciona também fatores de risco imediatos, como a transição de poder em Washington – como ficará a relação republicanos-democratas após os extremismos de Trump, e a dimensão do pacote fiscal que poderá de fato ser aprovado -, assim como os efeitos sobre o diálogo Estados Unidos-Brasil.


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