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Sala Cecília Meireles vai celebrar Beethoven

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A Sala Cecília Meireles pretende retomar sua vocação a partir da próxima temporada e dedicar-se com ênfase à música de câmara, com uma temporada que terá entre os principais destaques um Festival Beethoven, em homenagem aos 250 anos do compositor, com a integral das 32 sonatas para piano, entre outras obras.

“A temporada 2019 apostou no ecletismo e essa fragmentação de eventos sem relação uns com os outros não sugere uma continuidade de frequência do público”, explica o compositor João Guilherme Ripper, diretor da Sala desde outubro – ele já havia ocupado o posto durante 11 anos, até 2015.

A programação foi, portanto, dividida em festivais – e, dentro deles, em ciclos. O objetivo é apresentá-los em dias seguidos, cativando o público em torno de obras específicas. As 32 sonatas de Beethoven, por exemplo, serão apresentadas às quintas, sextas e aos sábados ao longo de duas semanas.

O horário das apresentações também foi alterado: os concertos agora começam às 19 horas, com a expectativa de atrair funcionários de empresas do centro e atendendo demanda do público que, em pesquisa realizada pela Sala, reclamou da insegurança na saída do teatro.

O Festival Beethoven terá, além das sonatas para piano (com a participação de diversos pianistas brasileiros), os seis últimos quartetos de cordas (Quarteto Carlos Gomes), as sonatas para violino e piano e a obra para violoncelo e piano.

Outros festivais acontecem ao longo do ano: o Festival Cantares é dedicado ao repertório de canções, com destaque para um recital de Fernando Portari, que completa 30 anos de carreira com 30 canções de autores brasileiros; o Festival Sala Contemporânea, do qual participa, entre outros grupos, o Abstrai Ensemble; o Festival Bach, com participação do Centre de Musique Baroque de Versailles e da programação do Baroque in Rio.

O Festival Música Brasileira da Belle Époque carioca, no qual, entre outros concertos, a pianista Sonia Rubinsky vai tocar a obra integral para piano de Alberto Nepomuceno para o selo Naxos, dentro da série Música do Brasil. Outros destaques incluem as pianistas Maria Teresa Madeira, Karin Fernandes e o violinista Emmanuele Baldini.

Além dos festivais, a Sala vai manter algumas séries tradicionais, como a dedicada a pianistas, à música instrumental, às orquestras e à música de câmara, além de hospedar as gravações do programa Blim-Blem-Blom de Tim Rescala, dedicado às famílias, com transmissão ao vivo pela Rádio MEC.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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