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Imagem referente a Dólar chega a bater em R$ 5,35, mas fecha em queda com disparada do petróleo
Foto: Marcello Casal Jr.

Dólar chega a bater em R$ 5,35, mas fecha em queda com disparada do petróleo

No fechamento, o dólar à vista terminou o dia em leve baixa de 0,15%, a R$ 5,2603. No mercado futuro, o dólar para fevereiro, que na...

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Por Agência Estado

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Imagem referente a Dólar chega a bater em R$ 5,35, mas fecha em queda com disparada do petróleo
Foto: Marcello Casal Jr.

O dólar chegou a bater em R$ 5,35 nesta terça-feira pela manhã, no maior valor desde novembro, mas encerrou o dia distante das máximas, a R$ 5,26. A disparada do petróleo ajudou a melhorar o ânimo dos investidores no mercado internacional, ajudando a enfraquecer a moeda americana, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciar cortes da produção. Mas ao contrário da Bolsa, onde o Ibovespa voltou a superar os 119 mil pontos, o câmbio teve melhora mais contida, com os investidores cautelosos com os rumos da eleição para presidente da Câmara e a falta de definição do processo de vacinação em massa no Brasil, mesmo em dia marcado pela volta das captações externas, com o BTG Pactual lançando emissão de US$ 500 milhões.

No fechamento, o dólar à vista terminou o dia em leve baixa de 0,15%, a R$ 5,2603. No mercado futuro, o dólar para fevereiro, que na segunda-feira subiu mais que o spot, fechou em queda de 0,17%, a R$ 5,2930.

No cenário externo, investidores aguardam a votação na Georgia sobre como ficará o Senado americano, com disputa apertada, mas que deve ser finalizado só após as 21 horas desta terça. O resultado vai dizer se os democratas ou os republicanos vão controlar o Senado em Washington.

“A disputa está muito apertada, embora os republicanos apareçam com mais chances de vitória”, destaca a economista da corretora americana Stifel, Lindsey Piegza. A maioria democrata elevaria a chance de um maior pacote fiscal americano, o que tende a enfraquecer mais o dólar. Já um congresso dividido, ressalta ela, tende a limitar as medidas fiscais e apertos regulatórios defendidos pelos democratas em setores como o financeiro.

No início da tarde, quando começaram a circular as notícias da Opep+, de corte da produção de petróleo, o índice DXY, que mede o dólar ante divisas fortes, passou a cair, finalizando o dia perto das mínimas, enquanto o petróleo disparou quase 5% no mercado futuro em Nova York. O dólar também passou a perder força ante moedas mais sensíveis aos preços da commodity, como o peso mexicano e o rublo russo.

O noticiário de Brasília segue escasso e as atenções estão voltadas para dois pontos, a definição do presidente da Câmara e a vacinação contra a covid, ambos ainda muito incertos. Os estrategistas do Citigroup em Nova York veem o Chile tendo vacinação em massa primeiro na América Latina, podendo ser concluída no segundo trimestre. Já Brasil e Argentina teriam vacinação mais disseminada apenas no quarto trimestre do ano.

Para o banco americano, com os partidos de oposição declarando formalmente apoio a candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), neste momento é difícil saber quem venceria a disputa pela presidência da Câmara: se Rossi ou se o candidato do governo, o deputado Artur Lira (PP-AL). Para a consultoria americana de risco político Eurasia, Lira tem leve favoritismo atualmente, mas Rossi pode claramente reverter o quadro, o que com o apoio da oposição pode dificultar o avanço de algumas pautas do Ministério da Economia.

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