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“Fura-fila do SUS”: Investigação aponta que ex-assessor também fazia envio de cargas de terras para terrenos particulares

Ele ficou dois dias preso e pagou fiança de R$ 20 mil para ser liberado e responder em liberdade...

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Por Paulo Eduardo

A investigação da Divisão Estadual de Combate a Corrupção (DECCOR) que apura um esquema de “fura-fila do SUS” em Cascavel colheu novos detalhes neste mês, principalmente relacionados ao envolvimento de um ex-assessor da Câmara de Vereadores que trabalhou por três anos e sete meses no gabinete do vereador Roberto Parra.

O ex-servidor, que foi exonerado no começo do mês de agosto, foi detido por policiais civis em ação conjunta com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) ao ser flagrado recebendo dinheiro da família de uma paciente operada pelo SUS.

Ele ficou dois dias preso e pagou fiança de R$ 20 mil para ser liberado e responder o processo em liberdade.

Os últimos detalhes colhidos na investigação apontam que o ex-servidor também estaria envolvido em outros delitos, como o envio de cargas de terras para terrenos particulares utilizando-se da estrutura da Prefeitura de Cascavel.

“Diversas conversações e ofícios relacionadas ao assunto ‘terra’ foram localizadas, tanto de pessoas que solicitavam quanto de possíveis servidores municipais envolvidos nesse esquema. Foi localizada ainda uma mensagem provavelmente do vereador Parra, que conforme transcrição, estaria insatisfeito e pede mais empenho na cobrança por esse serviço, cobrando (o ex-assessor) assim como os demais envolvidos. Por fim, um dos aparentes intermediadores, afirma que um terceiro queria mais cargas de terra além das que teria pego, mas que traria os R$ 200,00 ainda naquele dia”

Segundo o documento, as cargas seriam entregues pela Prefeitura de Cascavel mediante ofícios expedidos pelo gabinete do vereador Parra. A CGN entrou em contato com o município, que informou o seguinte:

“A Procuradora-Geral do Município (PGM) não foi notificada, nem tem conhecimento do suposto envio de cargas de terras por parte de servidor que estaria utilizando a estrutura da Prefeitura para beneficiar terrenos particulares. Se for notificado, o Município abrirá um procedimento interno de investigação, com base nas informações que constarem no documento, para apurar o caso”.

Ainda de acordo com o inquérito, foram verificados diversos indícios de irregularidades no abastecimento para terceiros com o uso do cartão corporativo da Câmara de Vereadores por parte do acusado. Foram verificadas conversações pedindo auxilio e interferência para situações diversas, como exemplo a um possível esquema de reavaliação de valor de valor de imóvel.

“Conclui-se por fim que há indícios de cometimentos de crimes diversos, não somente na área da saúde. Sugere-se o encaminhamento do aparelho celular apreendido para que seja realizada perícia junto a Criminalística a fim de tentar resgatar e obter os dados não aparentes que foram deletados pelo usuário”.

A reportagem também entrou em contato com o delegado da DECCOR, que optou por não comentar o caso no momento, mas disse que deve concluir o relatório final ainda esta semana.

O inquérito também investiga a participação do o ex-vereador e ex-assessor parlamentar Jeovane José Machado, o Ganso sem Limite, que foi preso preventivamente na terça-feira passada. Segundo a DECCOR, Jeovane estava orientando as testemunhas para mentirem no curso da investigação.

O delegado Rogerson Salgado reforçou que as pessoas que mentiram também vão responder pelo crime de falso testemunho.

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