
Fura-Fila do SUS: Delegado comenta prisão preventiva de Ganso Sem Limite, acusado de coagir testemunhas
Pessoas que mentiram no curso da investigação podem responder pelo crime de falso testemunho...
Publicado em
Por Paulo Eduardo
O delegado Rogerson Salgado da DECCOR (Divisão Estadual de Combate a Corrupção) falou com a reportagem da CGN nesta manhã sobre o cumprimento de mandado de prisão preventiva contra Jeovane José Machado, o Ganso sem Limite.
O ex-vereador e ex-assessor parlamentar é acusado de estar orientando e coagindo testemunhas para mentir no curso da investigação do caso de “fura-fila do SUS”.
O caso é investigado desde o mês de agosto, quando o ex-assessor da Câmara de Vereadores, Ganso Sem Limite, foi detido logo após receber R$ 1 mil da filha de uma paciente que foi operada pelo vereador Jorge Bocasanta pelo SUS.
De acordo com o delegado, algumas pessoas eram beneficiadas, sendo que em algumas situações aconteciam pagamentos, mesmo sendo uma cirurgia do SUS. Acredita-se que também ocorriam favores políticos.
A Polícia Civil ainda tem dois dias para concluir o inquérito, que será encaminhado ao Ministério Público, o qual oferece a denúncia e instaura o processo criminal. Rogerson destacou que outras pessoas ainda serão ouvidas e reforçou que quem mentiu em depoimento pode responder pelo crime de falso testemunho.
“As pessoas que mentiram também vão responder pelo crime de falso testemunho, ou elas podem ir até a delegacia para se retratar”.
Por fim, o delegado destacou que a polícia busca entender toda a sistemática do acusado, até que haja a conclusão da investigação.
“O que nós buscamos aqui é a verdade real dos fatos”, disse o delegado.
No desenrolar do processo, foi realizada análise do celular do ex-vereador e ex-assessor parlamentar Jeovane José Machado, que mostrou que ele tentou orientar o familiar de uma pessoa que havia feito cirurgia em Cascavel a dar determinado endereço e que apagou conteúdo de mensagens.
O ex-assessor é acusado do crime de concussão, o qual consta no artigo 316 do Código Penal Brasileiro, que é a atitude de uma pessoa que tem ou vai assumir um cargo público, e utiliza esse cargo de alguma forma para exigir, para si ou para outro, algum tipo de vantagem indevida.
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