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Transportes sobem 1,43% e causam impacto no IPCA-15

O grupo deu a segunda maior contribuição para a taxa de 1,06% do IPCA-15 de dezembro, o equivalente a 0,29 ponto porcentual, atrás apenas de Alimentação...

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Por Agência Estado

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As passagens aéreas e os combustíveis mais caros pressionaram o orçamento das famílias em dezembro. O grupo Transportes passou de um aumento de 1,00% em novembro para uma elevação de 1,43% este mês, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo deu a segunda maior contribuição para a taxa de 1,06% do IPCA-15 de dezembro, o equivalente a 0,29 ponto porcentual, atrás apenas de Alimentação e bebidas (0,42 ponto porcentual).

As passagens aéreas subiram 28,31%, uma contribuição de 0,14 ponto porcentual para o IPCA-15 do mês. Os combustíveis ficaram 2,40% mais caros. A gasolina subiu 2,19%, enquanto o etanol aumentou 4,08%.

Na direção oposta, o ônibus urbano recuou 0,25%, devido à redução de 3,19% no preço da passagem em Porto Alegre vigente desde 9 de novembro, mas não incorporada no IPCA-15 daquele mês.

Habitação

Os gastos das famílias brasileiras com habitação passaram de um aumento de 0,34% em novembro para elevação de 1,50% em dezembro, dentro do IPCA-15. O grupo deu uma contribuição de 0,23 ponto porcentual para a inflação de 1,06% deste mês.

O resultado foi pressionado pela alta de 4,08% da energia elétrica. O IBGE lembra que, após 10 meses consecutivos de vigência da bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz, passou a vigorar em dezembro a bandeira vermelha patamar 2, com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

A conta de luz variou de um aumento de 1,31% em Belém até 6,92% em Goiânia, onde também houve reajuste nas tarifas em outubro. A taxa de água e esgoto subiu 0,22% em dezembro, em consequência do reajuste de 3,04% nas tarifas de Belo Horizonte desde 1º de novembro.

O gás encanado teve alta de 1,80%, devido ao reajuste de 6,25% nas tarifas do Rio de Janeiro a partir de 24/11, mas retroativo a 1º de novembro, por decisão judicial.

Vestuário tem deflação

O grupo Vestuário foi o único entre os nove que integram o IPCA-15 a registrar deflação em dezembro. Os preços caíram 0,44%. Houve recuos nas roupas masculinas (-0,99%), femininas (-0,60%), infantis (-0,03%) e joias e bijuterias (-0,15%).

Já o grupo Educação subiu 0,34% em dezembro. Os cursos regulares subiram 0,44%, em virtude da coleta extraordinária de preços realizada no período de referência do IPCA-15 de dezembro. O objetivo do IBGE era captar oscilações de preços de mensalidades após a retomada das aulas presenciais.

Houve reajustes na educação de jovens e adultos (3,91%), creche (1,48%) e ensino médio (1,10%). No entanto, os preços recuaram nos subitens curso técnico (-0,81%) e pós-graduação (-0,72%).

Os demais aumentos ocorreram em Alimentação e bebidas (2,00%), Habitação (1,50%), Artigos de residência (1,35%), Transportes (1,43%), Saúde e cuidados pessoais (0,03%), Despesas pessoais (0,39%) e Comunicação (0,46%).

Em dezembro, o IPCA-15 subiu em todas as regiões pesquisadas. O maior resultado foi o da região metropolitana de Porto Alegre, com +1,53%, enquanto a variação mais branda foi registrada em Brasília, com +0,65%.

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