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Com internações em alta, Prefeitura e Estado de SP voltam a abrir leitos de covid

No intervalo de um mês, as internações na cidade de São Paulo saltaram mais de 57%, passando de 655, índice registrado no dia 10 de novembro,...

Publicado em

Por Agência Estado

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Com internações por covid-19 subindo, as gestões Bruno Covas e João Doria (PSDB) se mobilizam para ampliar de novo a quantidade de leitos disponíveis nos hospitais públicos da capital e da Grande São Paulo. Unidades de referência na cidade, como o Emílio Ribas e a Santa Casa, já têm poucos leitos disponíveis na UTI. Na rede privada, hospitais de referência também relatam que o número de novos pacientes de coronavírus segue alto.

No intervalo de um mês, as internações na cidade de São Paulo saltaram mais de 57%, passando de 655, índice registrado no dia 10 de novembro, para 1.032 pacientes agora, segundo boletim epidemiológico da Prefeitura. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a taxa atual de ocupação na rede é de 58% para leitos de UTI e de 63% para enfermaria.

Algumas unidades, no entanto, já estão sob pressão. Por causa do cenário, parte da estrutura hospitalar que havia sido construída para atender casos de coronavírus, e que foi desmobilizada quando os índices começaram a baixar, precisou ser retomada para atender a nova demanda crescente.

Recentemente, a gestão Covas reabriu leitos de covid em cinco hospitais municipais. É o caso dos Hospitais de Parelheiros, no extremo da zona sul, que recebeu mais 50 leitos de enfermaria, e também da Brasilândia, na zona norte da capital, que abriu 150 leitos, sendo 38 deles de UTI.

Só no último fim de semana, a Prefeitura instalou outros 34 leitos no Hospital da Mooca, na zona leste. Mais 66 foram abertos entre os Hospitais São Miguel e Bela Vista — este último na região central. Já no Hospital de Itaquera, 20 leitos foram remanejados para pacientes de UTI.

Por sua vez, o governo Doria teve de ampliar a capacidade de atendimento no Hospital Mário Covas, em Santo André, e no Hospital Geral de Guarulhos, ambos na Grande São Paulo. Cada unidade recebeu mais dez leitos. Na região, as taxas estão em 58,4% (UTI) e 55,9% (enfermaria), de acordo com dados do Estado.

“Tanto na rede privada quanto na rede pública, temos sentido o recrudescimento por leitos de UTI e de enfermaria”, diz o secretário-executivo Eduardo Ribeiro, da pasta estadual de Saúde. Segundo afirma, os novos casos têm sido constatado principalmente entre a população mais jovem, que tende a desenvolver quadros menos graves da doença.

Ribeiro afirma que a dinâmica de internações em cada hospital é avaliada diariamente, assim como a necessidade de remanejar leitos ou pacientes. “A diferença para o início da pandemia é que hoje temos uma rede mais estruturada. Os respiradores e recursos humanos já estão lá”, diz. “À medida que há mais pressão, conseguimos fazer o aporte de leitos.”

A “elasticidade” da rede é o argumento do governo estadual para não prever, ao menos a curto prazo, a reabertura de hospitais de campanha — estratégia usada no início da pandemia. A Prefeitura faz a mesma alegação. “Atualmente, a cidade conta com 996 leitos de UTI para covid-19 e 691 leitos de enfermaria”, diz. “Com essa nova estrutura, não há previsão para a instalação de novos hospitais de campanha na cidade.”

Hospitais de referência têm alta taxa de ocupação
Individualmente, alguns hospitais de referência já aparecem com 80% dos leitos preenchidos — casos, por exemplo, do Emílio Ribas e da UTI do Hospital das Clínicas. No último, há 190 leitos de terapia intensiva e chegou à marca de 90% no período mais crítico, entre abril e junho.

“Até o momento, não houve necessidade de aumentar o número de leitos, mas o Hospital das Clínicas está preparado para remanejamentos caso seja necessário”, diz, em nota. “Nos meses de outubro e setembro, a média de ocupação girou em torno de 70%.”

Filantrópico, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo registrou 89% da UTI ocupada na quinta-feira, 10 – considerando todos os pacientes. “Em relação aos leitos para covid-19, a taxa de ocupação hoje em UTI é de 75% e em enfermaria é de 86%”, afirma a instituição.

“Os números de atendimento de pessoas com sintomas respiratórios em pronto-socorro e internação estão aumentando, sobretudo nas últimas duas semanas, sendo importante orientar a população para que continue a adotar as medidas de prevenção”, diz a Santa Casa. Segundo a unidade, caso seja necessário, leitos usados para outras enfermidades podem ser transferidos para pacientes de coronavírus.

Primeira a constatar o novo aumento, a rede privada também relata que a procura continua subindo ou estão estáveis em patamar mais alto. No Hospital Israelita Albert Einstein, havia 114 casos confirmados e 56 pacientes na UTI na quinta-feira. “Houve um aumento em relação ao período entre a última semana de setembro e 12/11, quando a média de internação por covid-19 no hospital oscilou entre 50 e 55 pacientes”, afirma, em comunicado.

O Hcor diz que, após constatar alta nas últimas duas semanas, o índice ficou estável nesta sexta-feira, 11. No momento, há 51 pacientes de covid internados, 34 deles na UTI. “A média móvel nos últimos sete dias foi de 50,4 internados tanto em enfermaria quanto em Terapia Intensiva.”

Já o Hospital Sírio-Libanês chegou a ter um pico de procura de pacientes com suspeita de covid-19, o que fez a unidade acionar o plano de contingência. Agora, diz operar com normalidade e manter uma média de 120 pacientes internados com a doença nesta semana.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a Rede D’Or São Luiz e o Hospital Samaritano Higienópolis informaram que têm acompanhado a evolução da pandemia e adotado protocolos de segurança para evitar a infecção de pacientes e funcionários. Também que monitoram a situação para organizar fluxos e a estrutura do hospital para receber os pacientes.

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