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Alerta na Saúde: Médico destaca que população precisa ter a disciplina que apresentou há seis meses atrás

Nicásio destacou que se a população tiver a responsabilidade que teve há seis meses atrás, com rigor no uso de máscara e medidas de distanciamento, os números vão diminuir...

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Por Fábio Wronski

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Cascavel e a Região Oeste atingiram na tarde de ontem, quarta-feira (9), o pior período da Pandemia do Coronavírus.

Os 172 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para tratamentos de síndromes respiratórias (Covid-19), disponíveis na Macrorregião Oeste, chegaram ao 100% de ocupação.

Nesta manhã, quinta-feira (10), conforme a Secretaria Municipal de saúde, já há fila de espera para utilização dos leitos de UTI, sendo que quatro pessoas que precisam das estruturas, aguardam as liberações.

Envolvendo um imbróglio de Sistema de Saúde e o Sistema Econômico, a Prefeitura Municipal e o Estado tomaram medidas para tentar controlar a transmissão do vírus e, ao mesmo tempo, almejam não travar a economia e renda da população.

A situação é muito difícil e cabe aos nossos gestores decidirem sobre as questões, avaliando diariamente os quadros da Covid-19.

Buscando entender o ápice da Pandemia no município e na Região Oeste do Estado, a equipe da CGN conversou, nesta manhã, com o médico Rodrigo Nicácio, que é um dos profissionais de saúde com mais conhecimento e respaldo para falar sobre a saúde pública.

Conforme Nicácio, a Região vive uma situação muito complicada, sendo que ele considera o pior período da Pandemia no município e na Região Oeste.

“Esse período tem sido o mais crítico para as pessoas, pois ocorreu um relaxamento geral aos cuidados que a gente vinha tendo desde que a pandemia iniciou. Menos uso de máscara, menos cuidados com as mãos, mais abraços, cumprimento com aperto de mão e beijos no rosto”

Dr. Rodrigo Nicásio

O médico destacou que as medidas tomadas pela própria população são um reflexo da condição atual, onde os encontros festivos, infelizmente, têm trazido um resultado negativo ao combate da Covid-19.

Quem saiu às ruas, principalmente no período que antecedeu o Decreto Estadual, pôde perceber o relaxamento da população às medidas preventivas com o coronavírus.

O uso de máscara diminuiu consideravelmente, as aglomerações e encontros entre amigos também se ampliaram e o álcool em gel foi deixado um pouco de lado.

Para o médico, a falta de continuidade nestas medidas mais rígidas é dos principais fatores que podem ter aumentado o número de transmissões e, consequentemente, contágios, necessidade de internamentos e superlotação dos leitos.

A gente precisa voltar a uma disciplina que tivemos há seis meses há trás. Que todo mundo estava tão vigilante, tão cuidadoso, tão responsável, que fez com que a crise não chegasse no mesmo patamar que temos hoje.

Dr. Rodrigo NicáCio

Nicácio destacou que hoje a Regional e o município têm mais leitos que na crise vivenciada há seis meses atrás, o que demostra que, apesar da implementação de mais estrutura, a demanda está ainda maior.

Hoje nós temos mais leitos que na crise que tivemos há seis meses atrás, mas estes leitos também estão ocupados. Daqui a pouco nós podemos entrar num ciclo ruim e ter fila de pessoas aguardando leito, que é tudo que a gente não quer.

DR. Rodrigo NicáCii

Cascavel tem 13.002 casos confirmados e 196 óbitos pela Covid-19.

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