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Imagem referente a Covid: PF investiga superfaturamento na compras de máscaras e óculos de proteção
Foto: Ricardo Wolffenbuttel

Covid: PF investiga superfaturamento na compras de máscaras e óculos de proteção

Agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão, nos municípios de Hortolândia, Campinas, Indaiatuba, Santo André, São Paulo e Araras. As ordens foram expedidas pelo Tribunal...

Publicado em

Por Agência Estado

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Imagem referente a Covid: PF investiga superfaturamento na compras de máscaras e óculos de proteção
Foto: Ricardo Wolffenbuttel

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 9, a Operação Involuto, para apurar desvio de recursos públicos destinados a compras de máscaras e óculos de proteção à covid-19 pelo município de Hortolândia, no interior paulista.

Agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão, nos municípios de Hortolândia, Campinas, Indaiatuba, Santo André, São Paulo e Araras. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

As investigações tiveram início em setembro e miram em irregularidades no uso de verbas públicas federais em quatro contratos distintos de compra de materiais firmados em março.

Segundo a PF, durante as apurações foi possível identificar que, em ao menos dois desses contratos, a cotação de preços da prefeitura foi direcionada para empresas controladas por integrantes de uma mesma família.

“As investigações confirmaram a existência de vínculos de amizade e de parentesco entre os sócios das quatro empresas selecionadas como fornecedoras pelo município de Hortolândia e que uma dessas pessoas jurídicas atua no ramo de fabricação e/ou compra e venda de móveis, inexistindo indício de prévia atuação no comércio de equipamentos de proteção hospitalar”, indicou a corporação em nota.

Além dos indícios de direcionamento das contratações, o Ministério Público de Contas do Estado observou superfaturamento por parte dos fornecedores, totalizando prejuízo ao erário no montante de R$ 724.620,00.

Segundo a PF, o nome da operação, Involuto, vem do latim e significa rosto coberto, fazendo alusão aos objetos dos contratos investigados (máscaras e óculos) e aos eventuais destinos ocultos dos recursos públicos.

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