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Imagem referente a Covid-19: média de exames em Toledo é 2,5 vezes maior que a do Paraná
Leopoldo Silva/ Agência Senado

Covid-19: média de exames em Toledo é 2,5 vezes maior que a do Paraná

Município realizou, desde o início da pandemia, 45.790 testes rápidos e RT-PCR, o que representa 32,1% da população; média estadual é de 12,7%...

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Por Mariana Lioto

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Imagem referente a Covid-19: média de exames em Toledo é 2,5 vezes maior que a do Paraná
Leopoldo Silva/ Agência Senado

Meio eficaz para conter o novo coronavírus (Sars-Cov-2), a testagem em massa da população foi levada a sério em Toledo. Desde o início da pandemia até a tarde desta quinta-feira (26), o município realizou 45.790 exames de detecção da Covid-19, 26.744 rápidos e 19.046 RT-PCR (10.243 pelo Sistema Único de Saúde [SUS] e 8.803 pela rede privada).

Este total representa 32,1% da população (segundo estimativa deste ano do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], é de 142.645 habitantes), média 2,5 vezes maior que a estadual – no mesmo período, 1.457.001 procedimentos (1.029.021 RT-PCR e 427.980 testes rápidos) foram realizados no Paraná, o que representa 12,74% da população da unidade federativa. “Estes números são de respeito, significativos. Mas é bom sempre lembrar que a mesma pessoa pode ter passado por dois, até três exames”, explica o médico integrante do Centro de Operações Emergenciais (COE) de Toledo, Fernando Pedrotti.

A secretária de Saúde, Denise Liell, enfatiza que a testagem em massa da população deixa as ações do governo municipal de combate ao Sars-Cov-2 muito mais efetivas e assertivas. “A partir dos resultados destes testes, temos uma retrato muito mais fiel da realidade, sabendo onde os casos de Covid-19 estão crescendo com maior intensidade, monitorando a situação mais de perto e pensando nas intervenções. Se no começo o foco estava na região do Panorama, depois para a do Porto Alegre/Industrial, em seguida para o Centro, após para a Grande Pioneiro e, mais recentemente, para a do Pancera/La Salle”, relata.

A reabertura da fronteira do Brasil com o Paraguai, em 15 de outubro, que voltou a atrair compristas de todo o país para Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu, e para Salto del Guairá, na região de Guaíra, é considerado um entre diversos fatores que causaram o aumento no número de casos de Covid-19 na Macrorregional Oeste, situação que também está sendo acompanhada de perto pelas autoridades municipais. “Neste fim de ano, este fluxo aumenta bastante e a gente para que as pessoas que forem a estes lugares tomem o máximo de cuidado. Entendemos que a retomada destas atividades são importantes do ponto de vista econômico, mas não podemos nos descuidar. Se todo mundo tiver comportamentos sanitários seguros, vamos conseguir segurar e frear a transmissão do vírus”, destaca Denise. “É importante observar que esse crescimento também se deve a outras situações, como aglomerações formadas entre amigos e familiares e do movimento de pessoas que buscam produtos e serviços nos estabelecimentos de nossa cidade. As ações de prevenção precisam permanecer”, acrescenta. 

Quando testar?

Apesar da grande quantidade de testes realizados em Toledo, a secretária pondera que o município segue critérios claros para fazer ou não este procedimento. “Desde o início da pandemia buscamos realizar os exames conforme o aparecimento dos sintomas: se estes começam a aparecer no paciente hoje, a gente marca o exame para dali dois ou três dias, pois só depois deste prazo o teste pode apresentar uma resultado mais próximo do real”, explica. “Muitas vezes as pessoas dizem não estar com os sintomas, mas tiveram contato com quem os tem e perguntam se mesmo assim podem fazer o exame. Respondemos que não e que elas devem ficar atento aos sinais e, caso apareça algum, volte a nos procurar. Afinal, se a pessoa realiza o procedimento antes da hora, podemos dar à pessoa uma falsa sensação de segurança”, observa.

Comparado a outras cidades paranaense de porte semelhante, Toledo tem o maior proporção entre pessoas infectadas pelo Sars-Cov-2 e a população do estado: 4.899,75 para cada 100 mil habitantes. “Este número expressivo de casos positivos é porque também buscamos encontrá-los e, a partir deste monitoramento, estamos seguros de que o protocolo para testagem em massa que adotamos tem impedido subnotificações e uma maior contaminação da população por este patógeno, o que, em última análise, preserva nosso sistema de saúde de um colapso e, principalmente, muitas vidas”, destaca.

Assessoria

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