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Após cercar ‘célula jurídica’ do PCC, MP prende 4 por tráfico na Baixada Santista

Com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo (2º CPChoque), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão...

Publicado em

Por Agência Estado

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Simultaneamente à Operação Fast Track, que visa desarticular a “célula jurídica” do PCC, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira, 18, a Operação Colorido, mirando grupo dedicado ao tráfico de drogas na Baixada Santista.

Com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo (2º CPChoque), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária nas cidades de São Vicente, Santos e Praia Grande.

Os promotores apuraram que, após a transferência de “Colorido” ou “Azul, um dos primeiros integrantes e principais líderes do PCC, para o sistema penitenciário federal, ele designou “Bel” ou “Bolacha” para cuidar de seus negócios relacionados ao tráfico de drogas. Segundo os investigadores, a autorização foi transmitida através de uma advogada, que foi alvo da Fast Track.

O MP-SP monitorou o grupo e identificou o envolvimento deles com a aquisição de mais de R$ 200 mil em entorpecentes, oriundos de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, rota do tráfico de cocaína.

“Bel” atuava em sociedade com “Binho” sendo que ambos ainda contavam com a participação de suas esposas ou companheiras para movimentar valores relacionados ao comércio dos entorpecentes, indicaram os promotores. “Ao lado de sua atuação no tráfico de drogas, “Bel” exerce a função de apoio da “sintonia final” do PCC, atuando, portanto, próximo ao mais alto escalão da organização criminosa”, diz o Ministério Público de São Paulo.

Em nota, a Promotoria ainda lembrou do histórico de “Colorido”, que batizou a ofensiva aberta nesta quarta, 18. Ele foi preso em 2001 após uma investigação da Polícia Civil identificá-lo como um gerente na receptação de cargas de armas a serem utilizadas em grandes assaltos, principalmente a bancos, tendo sido condenado, em 2019, a 36 anos de prisão por envolvimento em homicídios. É considerado como um dos principais líderes do PCC, exercendo a função na “Sintonia Final”, o que motivou sua transferência para o sistema penitenciário federal em fevereiro de 2019.

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