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Ibovespa tenta reverter queda, mas dólar segue no radar

Pouco antes do fechamento deste texto, em evento em São Paulo, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra Fernandes, reiterou que o BC...

Publicado em

Por Agência Estado

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O Ibovespa tenta rever um pouco da queda de 1,26% (107.059,40 pontos) da véspera, com investidores avaliando como positivas as duas atuações extras do Banco Central (BC) no câmbio, na terça-feira, 26, que indicaram que a autoridade monetária voltará a atuar caso necessário. Após a realização de dois leilões que não estavam programados, o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, avisou que o BC pode voltar a intervir no mercado nesta quarta-feira, 27, se entender que há um “movimento disfuncional”.

Pouco antes do fechamento deste texto, em evento em São Paulo, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra Fernandes, reiterou que o BC não persegue nível de câmbio e que tem de prover liquidez quando há mau funcionamento. Segundo ele, se o mercado não operar adequadamente, a instituição intervirá novamente.

As atuações ocorreram para conter o avanço da moeda norte-americana, que encostou em R$ 4,28 na terça-feira, atingindo a maior marca desde 1994, refletindo a afirmação do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que é bom o mercado se acostumar com um dólar mais alto por um bom tempo.

Com isso, o Ibovespa chegou a perder 2 mil pontos, chegando a operar na mínima intraday de 106.413,93 pontos, mas fechou no nível dos 107 mil pontos, enquanto o dólar cedeu a R$ 4,24 no fim do pregão. A moeda iniciou o dia em queda, mas passou a subir, sobretudo após dados melhores que o esperado nos Estados Unidos, enquanto o Ibovespa reduziu o ritmo de ganho.

O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu a uma taxa anualizada de 2,1% no terceiro trimestre (segunda estimativa), ficando mais alto que a previsão de 1,9%. As encomendas de bens duráveis subiram 0,6% em outubro ante setembro, ante projeção de queda de 1%. Já os pedidos de auxílio-desemprego no país caíram 15 mil na semana, a 213 mil, ante projeção de 220 mil. Após os dados, o dólar e os juros dos Treasuries ampliaram as altas.

Aqui no Brasil, a moeda também avançou. Na máxima, alcançou R$ 4,2299, com valorização de 0,47%.

Às 10h50, o Ibovespa zerava a alta vista mais cedo, aos 107.055,87 pontos, após máxima aos 107.555,29 pontos.

“A Bolsa ficará a mercê do câmbio novamente. Pode ter uma recuperação da renda variável por conta das atuações do Banco Central no dólar e pela afirmação do BC de que não quer deixar a moeda norte-americana avançar mais, passar de R$ 4,30”, avalia um operador.

Para além das atenções no dólar, o foco também se dará nas empresas exportadoras e ainda nas companhias que têm custos e dívidas atrelados à moeda norte-americana, além de Petrobras que ontem subiu quase 2%.

“A sinalização do BC de que continuará a intervir no mercado cambial para evitar uma elevada volatilidade e o ambiente externo favorável para os ativos de risco podem contribuir para a recuperação dos mercados locais”, estima em nota a LCA Consultores. Lá fora, as bolsas sobem modestamente diante de perspectivas de acordo comercial entre EUA e China.

Em relação à Petrobras, o operador cita que há pelo menos duas informações que podem dar algum alívio aos papéis nesta quarta-feira. Após dois dias de greve, trabalhadores da companhia suspenderam a paralisação na manhã de hoje, contrariando a previsão de parada até sexta-feira. Quanto à estatal ainda, a empresa elevou em média 4% o preço da gasolina. A medida vale a partir de hoje.

“São notícias que podem tirar um pouco das pressões negativas”, diz a fonte.

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