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Imagem referente a Vacina contra câncer de mama é 100% eficaz em camundongos

Vacina contra câncer de mama é 100% eficaz em camundongos

O processo surgiu em 2009 como terapia promissora para diversos tipos de câncer em testes in vivo....

Publicado em

Por Deyvid Alan

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Imagem referente a Vacina contra câncer de mama é 100% eficaz em camundongos

O câncer de mama é o mais letal e comum entre os que atingem mulheres do mundo: a cada ano, dois milhões de mulheres (e 200 mil homens) desenvolvem a doença, matando pelo menos 25% de suas vítimas. Pesquisadores do Instituto Wyss de Engenharia Biologicamente Inspirada, ligada à Universidade de Harvard, anunciaram agora ter conseguido 100% de eficácia em testes in vivo de uma vacina para um dos tipos mais agressivos de câncer de mama.

O chamado triplo-negativo (15% de todos os casos de câncer de mama identificados) deve nome à ausência de três receptores hormonais. Eles são difíceis de tratar e, para os mais agressivos, não existem

Se a doença for localizada, a mastectomia é recomendada; se não for, são dois os tratamentos: quimioterapia e imunoterapia. Enquanto a primeira mata tanto as células cancerosas como as saudáveis e não evita a metástase do tumor ou a volta da doença (recidiva), a segunda, acionando o sistema imunológico, muitas vezes não consegue eliminar o tumor (mas, quando consegue, evita a recidiva).

Os pesquisadores do Instituto Wyss combinaram os dois tratamentos, levando o combate onde o inimigo está: um biomaterial, injetado nas proximidades do tumor, é o veículo de uma terapia com o poder de matar o câncer e impedir que ele volte.

“A imunoterapia atrai células imunológicas para o tumor enquanto a quimioterapia produz fragmentos de células cancerosas mortas; as células imunológicas então as recolhem e as usam para gerar uma resposta eficaz e específica contra o tumor”, disse o pesquisador Hua Wang, principal autor do estudo publicado agora na Nature Communications.

O processo surgiu em 2009 como terapia promissora para diversos tipos de câncer em testes in vivo (foi explorada em ensaios clínicos, ou seja, com voluntários, no tratamento de melanoma). Nesta formulação, moléculas de células cancerosas (antígenos associados ao câncer, ou TAAs) são inseridas perto do tumor. Ao serem identificadas como corpos estranhos pelos leucócitos (células de defesa do organismo), uma resposta do sistema imunológico é acionada e direcionada contra o tumor.

Os tumores TNBC dos quatro camundongos que receberam a vacina diminuíram, e por isso a equipe adicionou um terceiro componente: uma sequência de DNA bacteriano sintético para aumentar a resposta imunológica. Os tumores dos camundongos que receberam as vacinas cresceram muito mais lentamente e os animais viveram mais, em comparação com os que receberam o tratamento incompleto ou não foram vacinados.

Faltava saber se a vacina poderia prevenir a recidiva. Depois de terem os tumores removidos cirurgicamente, os camundongos receberam uma injeção de células cancerosas e, surpreendentemente, todos sobreviveram sem metástase, enquanto os camundongos não tratados sucumbiram à doença.

Fonte: Techmundo

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