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Sachsida: não dá para cobrar R$ 1 mi de empresas para publicar balanços em jornal

“Não dá para cobrar R$ 1 milhão de empresas para que elas publiquem balanços em jornal”, afirmou o secretário. “Todo mundo vai ter que dar sua...

Publicado em

Por Agência Estado

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Em evento no Correio Braziliense, em Brasília, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, fez nesta terça-feira, 26, uma defesa da medida provisória que desobriga as empresas de publicarem balanços em jornais impressos. Segundo ele, o governo atual está combatendo a má alocação de recursos, como esta.

“Não dá para cobrar R$ 1 milhão de empresas para que elas publiquem balanços em jornal”, afirmou o secretário. “Todo mundo vai ter que dar sua contribuição. Nós estamos combatendo a má alocação de recursos.”

O comentário de Sachsida foi realizado no debate ‘Desafios para 2020 – O Brasil que nos aguarda’, organizado pelo jornal Correio Braziliense.

O jornal é o mais antigo de Brasília. Sua circulação impressa começou quando a capital nacional foi inaugurada. O presidente do Correio Braziliense, Álvaro Teixeira da Costa, que estava presente, deixou o evento logo após o comentário de Sachsida sobre os balanços.

DPVAT

Sachsida defendeu ainda o fim do DPVAT, proposto pelo governo por meio de outra medida provisória neste mês. “O DPVAT é mais um caso de má alocação de recursos. Com os preços atuais do seguro obrigatório, o DPVAT não se mantém e está queimando recursos”, argumentou.

Agenda social

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia rebateu também as afirmações de que o governo não estaria tomando medidas para o lado social e descartou qualquer comparação do Brasil com a crise no Chile.

“Discordo que governo Bolsonaro não olhe lado social. Quando você combate inflação, você ajuda aos mais pobres. Criamos o 13º para o Bolsa Família, por exemplo”, respondeu, durante o debate.

Sachsida disse ainda que a equipe econômica chefiada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, teria preocupações com medidas de efeito social desde a transição entre os governos Temer e Bolsonaro.

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