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Imagem referente a Após oito anos foragido, quinto acusado de latrocínio que chocou Cascavel é encontrado

Após oito anos foragido, quinto acusado de latrocínio que chocou Cascavel é encontrado

Mulher foi assassinada durante assalto na área rural em 2004. Acusado tentou alegar prescrição do crime, mas agora deve ser julgado...

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Por Mariana Lioto

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Imagem referente a Após oito anos foragido, quinto acusado de latrocínio que chocou Cascavel é encontrado

No distante ano de 2004 um crime chocou a cidade de Cascavel. Na Linha Alto Bom Retiro, região de São Salvador, na área rural de Cascavel, o casal dono de um bar foi rendido por assaltantes. Apenas agora, 16 anos depois, o processo terá um desfecho, pois o último acusado do crime foi localizado.

Conta no processo que os bandidos deram voz de assalto e levaram R$ 200 em dinheiro, chocolates e embalagens de xampu. Estas miudezas custaram a vida de Geni Daros, que foi atingida por um tiro na cabeça. Um dos bandidos chegou a dizer que disparou quando tentava amarrar a mulher.

Segundo informações do processo, quatro acusados do crime foram julgados e condenados com penas entre 20 e 22 anos de prisão. Um quinto acusado, no entanto, ainda no início da apuração, não apresentou defensor no processo, não foi mais localizado e com isso não foi julgado na mesma ação.

Uma ordem de prisão contra ele chegou a ser emitida em 2012.

Apenas recentemente houve uma informação de que o acusado estava na cidade de Serrana, no Estado São Paulo. Lá ele constituiu família com dois filhos, tinha uma empresa e vivia uma vida normal.

A advogado dele pediu que fosse declarada a prescrição dos crimes devido ao tempo decorrido. Considerando que na época do crime o acusado tinha 18 anos o tempo para prescrição diminui. Mesmo assim, em decisão dada ontem, o juiz Willian da Costa definiu pelo seguimento do processo.

Para a justiça a prescrição se deu apenas pelo crime de associação criminosa armada. Já quando ao crime de latrocínio ele seguirá respondendo.

“Desde o término do período de suspensão do prazo prescricional em relação ao delito de
associação criminosa armada, transcorreram mais de 10 anos. Prescrita está, assim, a pretensão punitiva estatal em relação a essa específica infração penal. Não houve, todavia, prescrição da pretensão punitiva em relação ao delito de latrocínio, o que apenas se dará em 10 de maio de 2024″.

Foi permitido, no entanto, que ele responda em liberdade.

A CGN chegou a falar, nesta tarde, com familiares da Dora Geni que ainda não sabiam da localização do acusado, após tantos anos. O sentimento foi de satisfação.

“O sentimento é que mais cedo ou mais tarde a justiça acaba acontecendo”.

Dos quatro condenados, um deles foi possível confirmar que está no regime aberto e outro com prisão domiciliar. Não há confirmação se os outros condenados já foram colocados em liberdade, mas isso é provável se não houve outros crimes, considerando que a pena em geral não é cumprida integralmente no regime fechado.

Em 2018 Geni Darós foi homenageada passando a dar nome para uma estrada na região onde morava.

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