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Morador de Corbélia acusado de dar soco no rosto e na cabeça de mulher é condenado pela Justiça

O homem foi condenado a 15 dias de prisão simples, que deverá ser cumprida em regime aberto...

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Por Paulo Eduardo

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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) divulgou nesta quinta-feira a sentença de um processo movido pelo Ministério Público contra um morador de Corbélia, acusado de violência doméstica.

De acordo com o documento, no dia 27 de outubro de 2017 em um imóvel na Vila Nova Nazaré o homem teria agredido a companheira com socos, além de pegá-la no pescoço, como cita o boletim de ocorrência.

“Desferiu um soco em sua cabeça; desferiu um soco em sua boca; bateu sua cabeça em um balcão; e pegou-a pelo pescoço, tentando sufocá-la”.

Na fase instrutória, a vítima confirmou o que havia dito em sede de inquérito policial, sendo o relato uniforme, linear e coerente, conforme consta no interrogatório do Ministério Público.

  • MP: O que aconteceu nesse dia que está constando que ele agrediu a senhora?
  • Vítima: Eu estava trabalhando né, daí eu voltei embora e não sabia que o marido estava bêbado ai é por causa do celular, ele tava com ciúmes do celular… ai eu falei assim pra ele ‘olha, eu vou sair’ e não quis deixar eu sair… a porta tava fechada no quarto e ele me empurrou pra cama, pegou aqui (fez sinal de estrangulamento no pescoço), me apertou no pescoço e eu fui me virando, tentando me soltar, mas ele tinha muita força… daí colocou os travesseiro na minha cara…
  • MP: Ele colocou o travesseiro na cara da senhora pra tentar sufocar a senhora ?
  • Vítima: (acenou que sim com a cabeça), na hora que ele me enforcou a minha menina que pulou o muro e deu um empurrão na porta do quarto, foi me tirar, tirou ele, meu marido, pra me salvar né e eu estava assim, puxei o ar e corri pra fora do quarto… ficava suspirando, respirando sabe.
  • MP: Ele deu um soco na sua cabeça?
  • Vítima: Deu soco e enfiou a cabeça na cama.
  • MP: Bateu a cabeça da senhora no balcão?
  • Vítima: Bateu do lado da janela do quarto…
  • MP: Pegou no pescoço e batia no balcão?
  • Vítima: Aham. Daí jogou na cama, colocou os travesseiro (fez sinal que no rosto) pra sufocar, sabe? Daí esse aqui começou a me salvar né e eu corri pra fora do quarto, minha menina era pequeninha, tava gritando, mas agora tá moçona né, faz muito tempo já.

As informações não foram questionadas pelo ex-companheiro da mulher. Pelo contrário, ele confirmou que de fato ocorreram as agressões, e que teria ingerido bebida alcóolica.

  • Juíza: O que aconteceu nesse dia? O senhor lembra?
  • Réu: Aconteceu que ela chegou do trabalho, eu tava meio com cachaça na cara e daí um pouco de ciúme também né, ela começou a mandar mensagem, eu peguei ela pelo pescoço, meti ela na cama, tentei segurar ela com o travesseiro e foi isso, daí o irmão dela chegou lá e eu pulei nele também, mas daí tirou ela de dentro de casa.
  • Juíza: Aqui na denúncia fala que o senhor deu um soco na cabeça dela, um soco na boca, bateu a cabeça dela no balcão e depois pegou ela pelo pescoço tentando sufocar. O senhor confirma todos esses fatos? Foi isso que aconteceu?
  • Réu: Foi, foi.

Diante das declarações, a justiça entendeu que não há como afastar a responsabilidade do réu pelo descrito na denúncia.

Assim, o homem foi condenado a 15 dias de prisão simples, que deverá ser cumprida em regime aberto, ou seja, em casa de albergado ou estabelecimento adequado.

A decisão cabe recurso.

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