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A política como ela é

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Com a nomeação de Augusto Aras para a Procuradoria Geral da República somada agora à indicação para o STF do desembargador Kassio Nunes Marques, ambos inimigos explícitos da Lava Jato, tornou-se mais evidente a suspeita de que Jair Bolsonaro, contrariando tudo o que pregou na campanha eleitoral, estaria se aliando à turma que deseja enfraquecer, e até mesmo desativar totalmente, a exemplar operação que desvendou o maior esquema de corrupção da história do país.

Ocorre que o próprio presidente, de viva voz, se encarregou de dissipar qualquer dúvida que porventura ainda pudesse existir sobre o assunto ao assumir nesta quarta-feira (7), em alto e bom som, a responsabilidade de ter acabado com a Lava Jato (o que, na prática, ainda não aconteceu) alegando que ela deixou de ser necessária “porque não tem mais corrupção no governo”.

Muito embora seja verdade que, ao menos até hoje, não surgiu nenhuma denúncia de roubalheira em sua administração, a declaração causou espanto geral, chocando a imensa parcela de seus apoiadores que defendem a continuidade da operação, mas arrancando copiosos elogios de gente como o notório senador Renan Calheiros, que responde por vários crimes em mais de uma dezena de processos abertos em diversas fases da investigação.

O que um pai amoroso e protetor não faz para salvar a pele de um filho enrolado com a Justiça…

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