CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

TJ e assembleia definem comissão que pode afastar governador de Santa Catarina

A comissão, que será composta por cinco parlamentares e cinco membros do judiciário, vai realizar a primeira reunião na próxima sexta, 25, quando será feita escolha...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Em sessões simultâneas, no Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa de Santa Catarina, foram sorteados nesta quarta-feira, 23, os nomes dos deputados e desembargadores que vão compor o Tribunal de Julgamento do processo de impeachment contra o governador catarinense Carlos Moisés (PSL) e a vice, Daniela Reinehr (sem partido).

A comissão, que será composta por cinco parlamentares e cinco membros do judiciário, vai realizar a primeira reunião na próxima sexta, 25, quando será feita escolha do relator do processo. Se a denúncia for aceita por maioria simples pela comissão, governador e vice serão afastados do cargo por até 180 dias enquanto respondem ao processo.

No Tribunal de Justiça, a escolha dos cinco desembargadores ocorreu por meio de sorteio, enquanto na Assembleia, se deu por votação plurinominal, onde cada deputado votou separadamente em cinco nomes.

Pelo TJ-SC compõe a comissão os desembargadores Cláudia Lambert de Faria, Rubens Schulz, Sérgio Antônio Rizelo, Carlos Alberto Civinski e Luiz Felipe Siegert Schuch. No TJ, apenas o desembargador Sidney Eloy Dalabrida se declarou impedido, por motivos pessoais, de compor a comissão, e foi substituído.

Na Assembleia, os deputados mais votados e escolhidos para compor o Tribunal de Julgamento foram Luiz Fernando Vampiro (MDB), Laércio Schuster (PSB), Kennedy Nunes (PSD), Maurício Eskudlark (PL) e Sargento Lima (PSL). A vice-governadora, mais uma vez, esteve no Palácio durante a votação.

A partir da definição da relatoria do Tribunal, a comissão terá dez dias para definir pelo prosseguimento ou não do processo de impeachment. Data que define o possível afastamento do governador ou arquivamento do processo.

Por se tratar de um julgamento sem precedentes na história catarinense – em 1997 o governador Paulo Afonso (PMDB) chegou a responder a um processo de impeachment que não foi aprovado em plenário -, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Roesler, aprovou alterações no regimento interno do TJ para regrar o rito da comissão, incluindo a escolha dos membros por sorteio, estabelecendo a previsão dos impedimentos e definindo quórum para o prosseguimento do processo.

“Nunca tivemos um processo de impeachment que tenha chegado nesta fase do Tribunal de Justiça e o regimento não tinha essa previsão, por isso foi necessária essa regulamentação da previsão do sorteio”, explicou o juiz auxiliar da Presidência, Cláudio Eduardo Regis de Figueiredo e Silva.

Entenda a denúncia contra o governador de Santa Catarina
O processo foi aberto em 22 de julho, e nele o governador e a vice são denunciados por terem reajustado o salário dos procuradores do Estado sem aprovação dos deputados.

Um segundo pedido de impeachment, relacionado à fraude na compra de respiradores, também tramita na casa, cuja comissão especial que vai analisar o processo preliminarmente tem sua primeira reunião marcada para esta quinta-feira, 24.

Durante as sessões no Tribunal de Justiça e na Assembleia, que ficam em prédios próximos no centro de Florianópolis, uma carreata a favor do governador passou pelos locais com buzinaço e manifestações alegando “golpe” para cassação dos mandatos do governador e da vice.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN