A troca de vidas pelo voto – por Marcos Formighieri
Ontem conversei com um médico, que se disse assustado com a irresponsabilidade das pessoas que rompem o isolamento social como que estivessem iniciando um tempo de...
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Por Ricardo Oliveira
Estou pensando na gravidade desta pandemia que estamos enfrentando e que ponderável parcela de nós trata como se fosse uma brincadeira, mesmo custando milhares de vidas.
Ontem conversei com um médico, que se disse assustado com a irresponsabilidade das pessoas que rompem o isolamento social como que estivessem iniciando um tempo de férias. E nossos governantes, principalmente os milhares de prefeitos que estão disputando eleições, agem com mais irresponsabilidade que os eleitores, pois pressionados ou “comprados” por entidades empresariais pura e simplesmente abandonaram o trabalho de orientação e até proibição de práticas por parte das pessoas que contrariam o combate e a proteção à contaminação pelo covid 19.
Sim, não mais fazem campanhas com objetivo de orientar, educar e mostrar como se portar e se comportar frente ao risco enorme de contaminação. O Congresso Nacional, aprovou lei, na qual determina que mesmo durante o período eleitoral, devem os municípios, manterem campanhas de divulgação e alerta aos munícipes com relação a pandemia e ao vírus que a gerou.
Nestas últimas semanas, por falta de atenção que decorre da omissão dos municípios, estamos assistindo e comprovando o agravamento da pandemia. Mas os candidatos, atuais prefeitos, que buscam a reeleição, preferem tratar a tragédia que vivemos como se fosse algo sem muita importância, pois importante para eles agora são os votos e não as vidas que estão em risco.
Aliás, falar da pandemia durante a campanha eleitoral, virou tabu para os candidatos a reeleição. Sequer são competentes e responsáveis ao ponto de mesmo pedindo votos, manterem a prática do alerta a população com relação a doença. Falar de Covid agora é perder votos, investir em campanhas de saúde publica e de orientação a proteção das pessoas é algo que não redunda em votos, por isto querem que esqueçam que a tragédia está batendo às portas de eleitores e muitas vezes ceifando suas vidas.
E ainda, tem os hipócritas, cínicos, que alegam estarem proibidos pela Justiça Eleitoral de fazerem campanhas educando e alertando as pessoas do perigo que estão correndo, rompendo o isolamento social e as práticas de higiene pessoal, enquanto não temos a vacina que nos imunizará contra o vírus.
E vou além, muitos são coniventes da nefasta prática da sub-notificação que na verdade é a sonegação de dados reais sobre o número de contaminados, de óbitos e de sobreviventes que é muito maior que os mostrados.
Agora pergunto, políticos que agem desta forma merecem a confiança dos eleitores expressa no voto? Termino dando uma contribuição aos prefeitos candidatos a reeleição que não por má fé, mas por desconhecimento dos fatos acham que para orientarem a população precisam de autorização da Justiça Eleitoral, um desembargador do TRE, disse a semana passada em Curitiba a nossa reportagem, que lei é para ser cumprida e que o Tribunal jamais vai proibir qualquer ação que decorra de cumprimento de lei, principalmente quando se busca proteger e salvar vidas.
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