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Imagem referente a ‘Sou negra sim’, diz mulher acusada na internet de fraudar cotas

‘Sou negra sim’, diz mulher acusada na internet de fraudar cotas

Glaucielle Dias foi aprovada no concurso da PF em 2018; imagens comparando sua aparência no exame de heteroidentificação começaram a circular há alguns dias....

Publicado em

Por Deyvid Alan

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Imagem referente a ‘Sou negra sim’, diz mulher acusada na internet de fraudar cotas

Glaucielle da Silva Dias, também conhecida como Glau Dias nas redes sociais, divulgou, nesta quinta-feira (17), um vídeo no qual se defende da acusação de ter fraudado a seleção de cotistas em concurso da Polícia Federal (PF) em 2018. Na gravação, ela diz ser “negra parda” e que não fez ‘nada de errado’.

De acordo com o jornal Correio Braziliense, há alguns dias, começou a circular na internet uma foto que mostra Glaucielle no exame de heteroidentificação, que serve para constatar que os candidatos inscritos para as vagas de cotistas são, de fato, negros. A aparência da influenciadora digital na ocasião foi comparada com outras imagens, colhidas de suas redes sociais. Por ela aparecer, na foto tirada pela banca do concurso, com o cabelo ondulado e a pele mais escura, internautas a acusaram de ter fraudado o sistema de cotas.

Após as imagens viralizarem, Glaucielle publicou um vídeo no perfil do Instagram de seus advogados. Na filmagem que dura 12 minutos, ela nega que tenha fraudado o exame e que, quando passou a atuar como policial federal, aproximou-se de outros candidatos cotistas aprovados, sendo dela a iniciativa de criar o grupo de whatsApp que os reúne. “Nunca me escondi de nada nem vou me esconder, porque eu sei que nunca fiz nada de errado”, afirma.

Ela diz que a foto que circula nas redes foi tirada pela própria banca examidora, a Cespe/UnB, e que cinco pessoas estavam na sala no momento e que coube a eles autorizá-la a disputar uma das vagas de cotistas. Ela chama de absurda a afirmação de que se pintou e diz que as fotografias podem alterar a cor de pela das pessoas. Ela, então, mostra fotos de familiares para mostrar que a mãe e a avó são negras. Diz ainda que vem de uma família pobre, que sempre estudou em escolas públicas e que sofreu preconceito racial durante toda a vida.

Ela também nega que a fraude tenha levado à sua exoneração. Glaucielle diz que ela e o noivo decidiram sair do serviço público para se dedicar a uma empresa familiar. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 3. No documento, consta que o desligamento ocorreu a pedido.

Por fim, ela diz que tomará medidas legais contra os que a ofenderam. “Quando você ofende aquele meu cabelo, você ofende meu cabelo de verdade”

Fonte: Correio 24 horas

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