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Dois pacientes que precisavam de UTI faleceram antes da transferência

Não havia leito em Cascavel nem na rede pública, nem na rede privada e pacientes não aguentariam transporte de 300 quilômetros...

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Por Mariana Lioto

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Os dois pacientes que precisavam de UTI durante o último fim de semana, enquanto os leitos na cidade estavam lotados, faleceram antes da transferência. A prefeitura de Cascavel fala em colapso pela falta de leitos tanto na rede pública quanto privada, só há leitos disponíveis para Covid-19.

Uma das pessoas precisou do leito por volta do meio-dia de sábado, o homem de 78 anos tinha hipótese de diagnóstico de choque séptico (infecção grave) na perna. Ele faleceu às 20h30, na UPA Veneza.

Outro homem de 55 anos estava na UPA Brasília, também em estado grave, com problemas no fígado. Ele faleceu ontem às 12h50.

A prefeitura disponibilizou leitos pelo programa PAI (Programa de Atendimento Imediato), mas sem vagas na cidade, tanto na rede pública quanto na rede privada, eles precisariam ser transferidos para Sarandi, cidade a quase 300 quilômetros de Cascavel, na região de Maringá. Os pacientes não tinham condição clínica para suportar o transporte.

“Os dois pacientes que tiveram protocolo aberto pelo PAI faleceram nas respectivas UPAs, pois após avaliação, o medico regulador do SAMU constatou que os pacientes não tinham condições clínicas para suportar a viagem até o município onde havia sido disponibilizado vaga pelo PAI e ate o óbito o Estado não viabilizou leitos na região na rede pública ou privada”.

Situação ainda crítica

Nesta manhã o município informou que a situação ainda é crítica. Atualmente 37 pacientes que estão nas UPAs precisam de transferência a hospital, uma delas está na UPA Veneza e espera há 12 dias.

No HUOP a UTI que tem 19 vagas está com 14 pacientes e a sala de emergência, que tem capacidade máxima para cinco pacientes está com 4.

Estado

Procurado pela CGN ainda no sábado o Governo do Estado, por Meio da Sesa (Secretaria de Estado de Saúde), minimizou o problema e disse que o governo tem uma ampla rede hospitalar, sendo comum a transferência entre os municípios.

Eles ainda não falaram especificamente sobre os casos dos pacientes de Cascavel que precisavam do leito e não tinham condição para o transporte a outra região.

Veja a nota:

“A Secretaria de Estado da Saúde possui uma Central de Regulação de Leitos e uma ampla rede hospitalar onde são concentrados os pedidos de transferências de pacientes entre os serviços de saúde. Este remanejamento de pacientes é comum e pode ocorrer dentro das macrorregiões, de acordo com a disponibilidade de leitos e visando um melhor e pronto atendimento ao paciente.
A Central trabalha com pedidos simultâneos e essa logística de transferência precisa de um tempo para ser organizada, visto que depende do rastreamento de vagas na região.Ressaltamos que os pacientes não ficaram desassistidos enquanto aguardavam a transferência. A assistência prestada no primeiro atendimento nas UPAS é similar à que iriam receber na UTI inicialmente, logo os pacientes foram atendidos adequadamente durante o tempo de permanência no setor de emergência. Ressaltamos ainda que as informações que constam na solicitação junto a Central devem ser o mais detalhadas possível, com clareza de informações e detalhamento clínico de modo a explicitar a gravidade do caso e deve ser atualizada sempre que houver mudança do estado clínico do paciente, para que a busca seja o mais correta possível, e se necessário, até entrar em contato por telefone com a Regulação para informar a gravidade”.

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