CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Juros não sustentam alívio e voltam a fechar em alta com humor no exterior

Na ponta curta, as taxas fecharam a sexta-feira de lado, com o mercado já em compasso de espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom),...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Os juros futuros, assim como os demais ativos, não sustentaram a melhora vista pela manhã e passaram a subir à tarde, alinhados ao ritmo de piora do câmbio e deterioração do humor externo. Mais sensíveis aos mercados internacionais, as taxas longas renovaram máximas a partir da última hora de negócios e a curva retomou os ganhos de inclinação, que pela manhã eram neutralizados justamente pela tentativa de recuperação dos ativos lá fora e queda do dólar.

Na ponta curta, as taxas fecharam a sexta-feira de lado, com o mercado já em compasso de espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de olho no chamado “forward guidance” da política monetária, dado o consenso das apostas em torno da manutenção da Selic em 2% na quarta-feira.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022, o mais líquido, fechou com taxa de 2,85%, de 2,843% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 encerrou em 4,14%, de 4,114% na quinta. O DI para janeiro de 2025 terminou com taxa de 5,98%, de 5,974% na quinta, e a do DI para janeiro de 2027 avançou de 6,953% para 6,97%.

Após a forte pressão de alta sobre a curva na quinta-feira provocada pela “mão pesada” do Tesouro no leilão de prefixados, o mercado ensaiou um ajuste nesta sexta de manhã, com taxas em queda moderada, acompanhando o alívio do dólar. Já se notava, porém, que era uma melhora frágil, com risco de não vingar até o fim do dia, pois não havia respaldo de notícias positivas nem aqui nem no exterior. No começo da segunda etapa, o recuo do dólar e dos juros começou a perder força até que ambos passaram a subir, também sem um gatilho claro.

Newton Camargo Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, considerou a virada dos ativos como “movimentos de mercado”. “Não tivemos nada de novo, mas sim a permanência de um contexto ruim. Os ruídos, sobre preço do arroz e material de construção e outros continuam. É uma instabilidade bem característica de um dia para posições rápidas e curtas”, disse.

Lá fora, há desconforto com os impasses nas negociações do Congresso americano para o pacote fiscal trilionário e pessimismo também sobre o acordo comercial pós-Brexit. No Brasil, seguem presentes as preocupações com o risco fiscal dadas as ameaças ao teto de gastos, que ampliam a expectativa com relação a um desfecho para o programa Renda Brasil.

A próxima semana tem a Superquarta da política monetária, com decisões sobre juros no Brasil, Japão e Estados Unidos. Aqui, com o mercado amplamente posicionado para a manutenção da Selic em 2%, o que gera ansiedade mesmo é a sinalização do comunicado do Copom sobre o que vem depois.

Analistas dão como certo ajuste na linguagem para um tom ainda mais conservador do que no anterior – ou até, para alguns, o colegiado pode deixar explícito que o ciclo de cortes acabou e que a taxa fica onde está nos próximos meses.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN