Justiça decide que irmãos envolvidos na morte de Amanda Amorim vão a júri

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Divulgação Polícia Civil

Por Mariana Lioto

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A audiência do caso que apura a morte de Amanda Amorim teve desfecho ontem (10) com a decisão de pronunciar Roberto Carlos de Freitas de Souza e seu irmão Fabio de Freitas por matar a jovem de 19 anos e tentar matar a amiga dela, Érika Cristina de Oliveira.

Isso significa que eles devem ir a júri popular e que o crime foi considerado doloso, ou seja, que há indícios de que eles agiram com intenção de matar.

As duas estavam em uma moto que foi perseguida pelo veículo Kadett, onde Roberto e Fabio estavam, pelo Bairro Canadá. Houve um acidente na Rua Marechal Cândido Rondon e a jovem acabou morrendo sob o carro. Érica também ficou ferida.

Ontem uma testemunha apontada pela defesa foi ouvida e também houve o interrogatório dos réus. Roberto diz que foi provocado no trânsito e por isso perseguiu as motos. Eles dizem não sabiam que eram mulheres que estavam na moto e dizem que elas perderam o controle do veículo, negando a colisão.

A família mora no Bairro Sanga Funda e tem feito protestos pedindo justiça pelo caso. A jovem que sobreviveu diz que elas foram perseguidas pelo carro sem nenhum motivo, gerando a morte de Amanda e ferimentos graves em Érika.

Segundo o Ministério Público há um prazo de 5 dias para que a defesa dos dois réus, que respondem presos ao processo, decida se irá recorrer. Se isso ocorrer, o recurso tramita no TJPR. Se não houver recurso o processo se encaminha para o júri popular.

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